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quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Protesto contra aumento das passagens em São Paulo paralisa a cidade

Protesto paralisa São Paulo e mostra que a juventude quer mudançasNa última quinta (06) um protesto com quase 5 mil pessoas parou diversas ruas de São Paulo. Saindo do Theatro Municipal, próximo ao Anhangabaú, os estudantes percorreram diversas avenidas e calçadões na região central da cidade. Em seguida rumaram para a Avenida Nove de Julho onde formaram uma barricada e queimaram catracas de papel. Ali, foram recebidos à bala pela primeira vez.

Os estudante caminharam até a Avenida paulista. Durante o trajeto fizeram diversas viaturas da polícia recuarem. Na mais famosa avenida de São Paulo, ocuparam os dois lados e depois seguiram em passeata – evitando o vandalismo, inclusive com manifestantes recolocando no lugar uma cabine da polícia que havia sido tombada – até a Praça Oswaldo Cruz, onde a Tropa de Choque da PM chegou por trás dos manifestantes atirando balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio.

A saída foi fugir para o shopping Paulista que acabou com as portas danificadas pelos tiros e com algumas ocasiões de vandalismos realizadas por pequenos grupos. Ali a polícia fechou as saídas por alguns instantes na tentativa de prendem os estudantes.

É possível reverter os aumentos das passagens!

Mais uma vez a ganância da burguesia agride os trabalhadores e estudantes do Brasil. O aumento das passagens, que já se tornou rotina anual, se repete mais uma vez. A Prefeitura de São Paulo, que deveria representar os trabalhadores, se alia mais uma vez aos donos das empresas de ônibus.

O aumento das passagens recai outra vez sobre os jovens e trabalhadores mais pobres que vivem em regiões mais afastadas da cidade e da região metropolitana de São Paulo. Serão no mínimo mais R$ 0,40 por dia que multiplicados por mais de 7 milhões de pessoas que utilizam o transporte público ajudarão a encher muitos ônibus de dinheiro para os donos das empresas de transporte coletivo.

E tudo isso retorna como?

Nos ônibus está escrito: “Transporte coletivo: um direito do cidadão. Um dever do estado.” Só que é o trabalhador que se sacrifica para cumprir com esse dever. Em todo o país a máfia do transporte pressiona governos para ampliar sues lucros apresentando planilhas de custos indecifráveis e muitas vezes mentirosas.

Enquanto isso o metrô está cada vez mais lotado, estações não saem do papel, ônibus circulam caindo aos pedaços, os trens sofrem panes todos os dias, os motoristas, cobradores e maquinistas recebem salários miseráveis e tem que exercer dupla função – como no ABC – para diminuir gastos das empresas.

É possível vencer!

Em Piracicaba a luta continua há meses. No ABC foram dezenas de protestos, e no nordeste e no Rio de Janeiro a juventude tomou as ruas.

Em Porto Alegre o aumento foi barrado por milhares de jovens e trabalhadores que ocuparam as ruas e a frente da prefeitura. Em João Pessoa os estudantes conquistaram o Passe-Livre estudantil em 11 de abril. Em Goiânia, desde semana passada, os jovens foram às ruas enfrentar as balas atiradas pela polícia e pelos ricos.

Precisamos compreender que é possível vencer e que o acumulo das lutas leva às conquistas. Os vários movimentos realizados contra os aumentos das passagens em todo o país servem de base e reforço para a luta em São Paulo e uma conquista em São Paulo fortalecerá e jogará ânimo sobre os estudantes do Brasil, assim como ocorreu com o exemplo de Porto Alegre.

Por isso devemos ter como palavra de ordem: Nenhum passo atrás! Pular catracas, ocupar as ruas, denunciar o aumento para a população e fortalecer a unidade popular. São os passos para conquistar mais uma vitória e reverter essa agressão à população de São Paulo!

Redação SP

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