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domingo, 25 de setembro de 2022

Em Belém, repressão provoca morte de trabalhadora

Passeata em BelémNa Capital do Pará, uma marcha em solidariedade às manifestações que estavam acontecendo em São Paulo levou mais de 13 mil pessoas à Avenida Almirante Barroso, principal via de acesso da cidade, no dia 17 de junho. Além da solidariedade, os manifestantes definiram como principais pautas do movimento a redução da tarifa e o passe-livre para os estudantes.

O movimento assumiu formas de uma verdadeira guerra urbana na segunda marcha, realizada no dia 20, que se dirigiu ao prédio da Prefeitura, com mais de 10 mil pessoas exigindo que o prefeito recebesse representantes do movimento. A tropa de choque e a cavalaria entraram em ação, arremessando bombas de efeito moral contra a multidão pacífica que se encontrava no local. Por conta dos gases lançados, a agente de limpeza Cleonice Vieira, de 51 anos, que se encontrava em seu local de trabalho, teve seis paradas cardíacas provocadas pelo gás lacrimogênio e veio a falecer em um Pronto Socorro. Ela era mãe de três filhos.

O movimento então entregou uma pauta contendo os seguintes pontos: redução da tarifa de R$ 2,20 para R$ 2,00; congelamento da tarifa por dois anos; passe-livre para estudantes e desempregados; e efetivação de lei do passe-livre aos domingos, suspensa através de liminar concedida em favor dos empresários do transporte público da cidade.

A pauta foi recebida pelo assessor do prefeito, Wolfgang Endemann, exonerado dois dias depois por conta da péssima repercussão gerada por declarações fascistas postadas nas redes sociais onde afirmou: “Morte aos petralhas e comunistas. Nós deveríamos matar todo o resto dos comunistas. (…) Vou caçar esses FDP”.

As manifestações continuam com força e, no dia 26, mais cinco mil pessoas voltaram às ruas. Chamam atenção as palavras de ordem criticando a imprensa: “O povo não é bobo! Abaixo a Rede Globo” e “Mídia fascista e sensacionalista”, num grande descontentamento com as coberturas tendenciosas feitas pelos grandes veículos de comunicação. Apesar da resistência do movimento, o prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB) tem se negado a atender ao pedido de redução da tarifa como tem ocorrido em todo o País.

Emerson Lira, Belém

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