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domingo, 25 de setembro de 2022

Quem concedeu a Obama e aos EUA o direito de massacrar povos e nações?

Obama de olho no mundoApesar de não apresentar nenhuma prova de que o Governo sírio usou armas químicas contra a população de um bairro de Damasco; apesar de o próprio povo norte-americano ter deixado claro que é contra uma intervenção militar na Síria e de vários governos e parlamentos no mundo terem também condenado uma agressão militar ao país, e de a própria ONU ter recusado dar seu aval a um ataque à Síria, o Governo do principal país capitalista do mundo, os EUA, visando a atender os interesses das grandes empresas petrolíferas e de sua indústria armamentista, decidiu, mais uma vez, atacar de forma covarde e criminosa um povo árabe, tirando a vida de milhares e milhares de inocentes.

Para perpetrar esse crime, os EUA, com apoio dos grandes meios de comunicação, tentam enganar a opinião pública com velhas mentiras. Dizem ter provas, mas apresentam imagens e fotos que nada provam sobre o autor dessas atrocidades. Na realidade, a hipocrisia do imperialismo é tão grande que o Sr. Obama afirmou que “a investigação da ONU não vai revelar quem usou as armas químicas”.

Ademais, como confiar na palavra de um Governo que já mentiu várias vezes, inclusive para o seu próprio povo, quando disse que não vigiava ninguém, e hoje o mundo inteiro sabe que os EUA montaram uma rede mundial de espionagem de e-mails e de escuta de telefones? Aliás, mentiu também em relação ao Iraque, que acusou de ter um poderoso arsenal de armas químicas, e ao afirmar que Osama Bin Laden poderia destruir os EUA.

Diz ainda o Governo norte-americano, com base em informações da famigerada CIA, que o objetivo dessa covarde agressão é “castigar o Governo sírio”, mas a verdade é que o povo sírio vem sendo impiedosamente castigado com um violento bloqueio econômico e com as armas e o dinheiro fornecidos aos mercenários e aos terroristas do Al-Qaeda, agora chamados pela grande mídia burguesa de “rebeldes”.Depois, se é para castigar quem usou armas químicas, então o primeiro país a pagar por esse crime deveriam ser os EUA por terem jogado bombas atômicas sobre as cidades de Nagasaki e Hiroshima, no Japão, por terem despejado toneladas de napalm e de agentes químicos sobre o povo do Vietnã ou por terem utilizado o “fósforo branco” em Fallujah, no Iraque, em 2004.

O que realmente pretendem as potências imperialistas – EUA, Inglaterra, França e Alemanha – é o genocídio do povo árabe. Por quê? Porque este povo é dono das maiores reservas de petróleo e de gás do mundo, e os governos dos países imperialistas a serviço dos monopólios e bancos capitalistas querem continuar roubando essas riquezas, como fizeram e fazem na África e em alguns países da América Latina.

Quem concedeu a Obama e ao Governo dos EUA o direito de espalhar guerras no mundo, de derrubar governos e impor ditaduras militares, como fazem no Egito, e destruir nações como o Iraque e o Afeganistão?  Ninguém, nem mesmo o trabalhador norte-americano que sofre com o desemprego e com os enormes gastos militares realizados pelo Governo.

Vamos às ruas barrar o genocídio dos povos árabes e a escalada de guerras imperialistas. É hora de nos unirmos e lutar por um verdadeiro mundo novo, um mundo de paz e sem a opressão e a dominação de um país sobre outro país.

Pelo direito à soberania e independência dos povos!

Não às guerras imperialistas!

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