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quinta-feira, 30 de junho de 2022

Moradores de Olinda lutam por mais transporte

Uma obra que custou R$ 9 milhões aos cofres públicos em Olinda (PE) aumentou o caos e a desordem no trânsito em um dos principais corredores do município, a Avenida Presidente Kennedy.

A população de Peixinhos, bairro cortado por esta avenida, tem assistido a tantos atropelamentos diuturnamente, que chamam a avenida de “corredor da morte”.

A obra foi projetada com corredor exclusivo para ônibus, mas por ser uma avenida muito estreita, onde mal circulam automóveis de grande porte e carros de passeio, é totalmente inoperante. Para a população, foram construídos abrigos em canteiros centrais, sem nenhum cuidado com o pedestre; os transeuntes descem dos ônibus basicamente no meio da pista, sem nenhuma proteção para atravessar.

Apesar de tudo isso, a Prefeitura de Olinda, o Governo do Estado e o Consórcio Grande Recife, para complicar a já difícil vida dos moradores da região, construíram um novo terminal de ônibus (TI Xambá), cujo objetivo é diminuir o número de ônibus que circulam centro do Recife e Olinda, reduzindo a frota de ônibus, e, assim, baixando os custos das empresas. O resultado é que desde sua inauguração, no dia 15 de Agosto, os trabalhadores que se utilizavam das várias linhas diretas para seus bairros, têm sofrido com ônibus ainda mais abarrotados e aumento do tempo da viagem para chegar ao trabalho.

Todos estes transtornos nas vidas das pessoas, que já sofrem com salários baixos, com a cidade cheia de buracos, sem calçamento, sem saneamento, sem moradia digna, têm aumentado a revolta da população, que iniciou uma série de protestos a partir do dia 21 agosto parando a avenida em vários dias, queimando pneus e exibindo faixas e cartazes pelo fim do corredor da morte.

Como para as autoridades constituídas o mais importante é o trânsito livre e não a vida das pessoas, e preferem ouvir os empresários à população, mandaram a Tropa de Choque da PM reprimir o protesto atirando balas de borracha, bombas e agredindo quem participava e assistia à manifestação, até então pacífica. A população reagiu jogando pedras na polícia e conseguiu aumentar os número de ônibus em circulação na área.

Guita Kozmhinsky, Coordenadora do MLB

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