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quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Encontro no México lança campanha internacional contra reformas trabalhahistas; edição de 2015 será no Brasil

DSC_0383 - CópiaRealizou-se, nos dias 04, 05 e 06 de outubro, o 9º Encontro Latino-Americano e Caribenho de Sindicalistas (ELACS), na Cidade do México, com a presença de cerca de 120 delegados de sete países: Equador, Venezuela, Brasil, República Dominicana, Colômbia, Peru e do próprio México. Representaram o Brasil os companheiros Magno Francisco (Sindicato dos Trabalhadores em Supermercado de Alagoas) e Rafael Freire (Sindicato dos Jornalistas da Paraíba), pelo Movimento Luta de Classes (MLC), e Altamiro Nobre, pelo Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal). Por deliberação unânime da plenária final, ficou decidido que a décima edição do ELACS será realizada no Brasil, em 2015.

O Encontro se deu num momento de efervescência política no México, especialmente pela combativa greve nacional dos educadores, que já dura dois meses, e pela realização de grandes marchas nas ruas das principais cidades do País no dia 02 de outubro, data tradicional do movimento popular em memória aos 325 estudantes assassinados durante protesto em 1968. A manifestação na Capital mexicana contou com cerca de 50 mil trabalhadores e jovens, que, inclusive, entraram em confronto com a Polícia do Distrito Federal.

Entre as principais discussões do evento, a mais aprofundada foi a das reformas trabalhistas em curso nos países presentes, impondo à classe trabalhadora a retirada de direitos históricos como 13º e 14º salários; contrato coletivo de trabalho; possibilidade de questionamentos na Justiça sobre as verbas rescisórias; quebra da representatividade dos sindicatos; direito de greve; etc. Sobre isso, foi deliberada uma campanha de denúncias articulada internacionalmente e um seminário para 2014 na Colômbia. Outras importantes discussões foram sobre privatização e dependência das economias nacionais ante os monopólios internacionais; jovens e crianças trabalhadoras; situação da mulher trabalhadora; defesa dos recursos naturais; além da necessidade de fortalecer o movimento sindical classista, combativo e revolucionário na América Latina, inclusive seu trabalho de propaganda com a criação de um site unificado.

A programação do ELACS transcorreu em três locais simbólicos para a classe trabalhadora mexicana: o Sindicato Nacional dos Ferroviários (o mais antigo do País), o Sindicato Nacional dos Telefonistas e a Universidade Operária do México. Como encerramento do evento, foi fundada uma nova central sindical, a União dos Trabalhadores do México (UTM), reunindo sindicatos classistas de vários estados e setores, como ferroviários, professores, servidores públicos municipais e federais, trabalhadores da Universidade Autônoma do México (a maior da América Latina).

Redação

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