UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

sábado, 13 de abril de 2024

Servidores do Proderj conquistam reajuste histórico

Após uma longa jornada que durou três anos, os trabalhadores do Proderj – Tecnologia da Informação do Estado do Rio de Janeiro chegaram a uma histórica conquista.

Passando por todas as fases da luta, desde pequenas reuniões com grupos de trabalhadores, conversas individuais para explicar os motivos e objetivos de tanta insistência, assembleias às vezes concorridas e outras esvaziadas, manifestações na porta da Secretaria de Planejamento, seguidas de passeatas, até grandes mobilizações nas escadarias e galerias da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, a Alerj, os trabalhadores e sua associação aprovaram uma nova lei de seu Plano de Carreiras, revisando toda a situação anterior.

Os resultados da campanha salarial 2011-2013 falam por si: todos os salários para quem não está no piso da tabela serão reajustados em 31,13%, no pagamento de novembro de 2013, e em junho de 2014 completam 42,37%. No nível fundamental os ganhos são ainda maiores, chegando a mais de 50%.

Já quem está no piso de Analista de Sistema e de Técnico de Suporte terá reajuste de 83,27% em novembro de 2013 e completa 98,98% em junho de 2014. O piso de Programador chega a 99,27%, em 2013, e 116,35%, em 2014, e o de Assistente Administrativo, 116,67% e 135,24%, em 2013 e 2014, respectivamente.

É fato que essa luta não teria desfecho tão favorável aos trabalhadores se não fossem as grandes jornadas de junho, que colocaram o Governo Cabral e toda sua base parlamentar sob uma enorme pressão, sendo obrigados a negociar uma proposta muito superior à apresentada pelo Secretário de Planejamento, que era de 12,5%.

Uma combinação correta da luta parlamentar com a luta de rua e das mobilizações pode trazer resultados muito importantes aos trabalhadores. Nesta luta, a grande conquista não está nos altos porcentuais de reajustes salariais, apesar de serem expressivos, mas na capacidade dos trabalhadores e suas lideranças de centrarem a discussão com o parlamento na política, no que fazer para garantir ao Proderj o lugar de destaque que lhe é devido. Afinal, trata-se de um setor estratégico para a sociedade e, obviamente, para qualquer governo, menos para Sérgio Cabral e sua turma de tecnocratas e financistas, que fatiaram o governo em áreas de interesses empresariais, terceirizaram a grande maioria delas e passaram a auferir ganhos fabulosos.

Como pode-se concluir, lutar, insistir no objetivo, cair e levantar, unir e reunir a todos os trabalhadores em torno desse objetivo, envolvê-los ao máximo, acreditar que a luta geral é capaz de ajudar a luta específica, saber se utilizar desses momentos de forma concreta, etc., são tarefas que cabem aos trabalhadores, no momento a parte fraca do processo em andamento. No entanto, esse acúmulo de vitórias leva a conquistas maiores, a ocupar espaços mais destacados pela classe trabalhadora e a ela perceber que só depende dela a libertação das amarras que a prende à escravidão assalariada.

Marcos Villela, Rio de Janeiro

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