UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

quarta-feira, 6 de julho de 2022

Copa da FIFA já matou 8 operários

Copa da FIFA já matou 8 operáriosA copa que virou sinônimo de repressão agora também é de morte. O Hospital Santa Marcelina confirmou que morreu às 16h deste sábado, 29, o operário Fábio Hamilton da Cruz, funcionário da empresa WDS Construções, que trabalhava na montagem das arquibancadas da Arena Corinthias, estádio onde ocorrerá a abertura da Copa do Mundo.

A diretoria do Corinthias, mais preocupada com a repercussão do caso na mídia, já que na sua obra três operários já morreram, por meio de nota, “corrigiu” as informações oficiais do Corpo de Bombeiros de que o funcionário teria caído de uma altura de 15 metros. No comunicado, o clube esclarece que “o operário caiu de uma altura de 8 metros e portava todos os equipamentos obrigatórios de segurança para a atividade”.

Essa já é a terceira morte registrada na construção do Estádio do Corinthias, em um período de quatro meses. Em novembro do ano passado, após a queda de um guindaste, morreram os trabalhadores Fábio Luiz Pereira e Ronaldo Oliveira dos Santos.

No total, 8 trabalhadores já perderam as suas vidas para atender aos prazos da FIFA, governos estaduais e federal e empresas patrocinadoras da copa. Em junho de 2012, o funcionário José Afonso de Oliveira Rodrigues morreu após cair de uma altura de 30 metros no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Na Arena Amazônia, em Manaus, o operário Antônio José Pita Martins estava desmontando as peças de um guindaste quando uma delas caiu em sua cabeça, em fevereiro deste ano.

No mesmo estádio outros dois funcionários já haviam sofrido acidentes fatais. Marcleudo de Melo Ferreira caiu de uma altura de 35 metros nas obras do estádio e morreu no dia 14 de dezembro. Em março de 2013, Raimundo Nonato Lima da Costa também morreu após despencar de uma altura de 5 metros. Já o operário José Antônio da Silva Nascimento sofreu um infarto enquanto trabalhava na Arena Amazônia.

Como de costume, as famílias das vítimas ficam sem assistência dos clubes e das construtoras. Muitos eram pais e saíram de suas cidades justamente para tentar dar condições de sobrevivência para seus entes queridos. Isso foi o que aconteceu com o operário Ronaldo Oliveira dos Santos, cearense, nascido na cidade de Caucaia. O Sport Club Corinthias destinou à família de Ronaldo apenas um buquê de flores.

Redação Ceará

Outros Artigos

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Matérias recentes