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domingo, 3 de julho de 2022

Aumento da tarifa de energia prejudica milhões de brasileiros

imageOs reajustes variam de 11% a 28%. Até o fim do ano, todas as empresas de energia vão aumentar ainda mais as já altas tarifas pagas pelos consumidores.

A conta de luz vai ficar mais cara, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que aprovou nesta semana reajuste nas contas de luz dos estados do Ceará, Sergipe, Rio Grande do Norte e Bahia.

Em Sergipe, o aumento para clientes residenciais será de 12,17% e começa a valer em 22 de abril. No Rio Grande do Norte, a tarifa subiu em média 12,75%; 16,77% no Ceará e 15,35% na Bahia.

No começo do mês a Aneel já havia sido anunciado esse aumento para São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso, que terão suas contas reajustadas em 14,24%, 16,46% e 11,16%, respectivamente. Ao todo, 24,5 milhões de brasileiros serão prejudicados pelo reajuste.

Segundo o governo, a elevação dos preços da energia elétrica é para repor os gastos que as distribuidoras tiveram por causa da estiagem e da queda na produção das hidroelétricas, o que levou ao maior uso das usinas termelétricas, que produzem energia mais cara.

No ano que vem, além desse reajuste, a população também vai pagar um outro aumento. Dessa vez, as empresas vão cobrar de todos os consumidores do país um empréstimo de 11 bilhões de reais feito por elas. Ou seja, o dinheiro emprestado vai para as empresas, mas quem paga a fatura é o povo, que já sofre com uma das tarifas mais caras do mundo, desde que as empresas do setor foram privatizadas.

Apesar de reclamarem de despesas maiores e até de prejuízo, a verdade é que as empresas de energia não param de lucrar. Levantamento feito pela consultoria Economatica com 33 empresas do setor, revelou um faturamento de R$ 2,394 bilhões apenas no segundo semestre de 2013. Como se não bastasse, o governo ainda adota uma série de medidas para aumentar os ganhos das empresas, entre elas, uma “injeção” de R$ 12,4 bilhões no setor, deixando claro que a prioridade é garantir fabulosos lucros para uma minoria de grandes capitalistas que dominam o setor.

Redação Rio

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