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quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Em Manaus, estudantes e professores debatem os 50 anos do Golpe Militar

manaus (1)A participação maciça de estudantes e professores do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), pela manhã, e do curso de Direito da Uninorte, à noite, foi mais uma demonstração do grande interesse que o tema 50 anos do Golpe Militar no Brasil tem despertado nos fóruns realizados no País. Nas palestras realizadas no último dia 30 de abril, o sociólogo Edival Nunes Cajá, ex-preso político e integrante do Comitê Memória, Verdade e Justiça de Pernambuco, revelou-se claramente o interesse da sociedade por reafirmar que o relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV) exija do Estado brasileiro a punição dos mandantes, patrocinadores e executores dos crimes cometidos pelo regime autoritário.

As atividades no IFAM foram organizadas pelo Grêmio Chico Mendes e pelo Centro Cultural Manoel Lisboa do Amazonas, com a participação na mesa de Amanda Barroso, da Federação Nacional dos Estudantes Ensino Técnico (Fenet), Wilson Reis e Amadeu Guedes, do Comitê da Verdade, Memória e Justiça do Amazonas, Acácio Carneiro, presidente do Sindipetro-AM, William Carvalho, coordenador-geral do Sinasef, prof. Davi (História-IFAM), Raimundo Luiz, diretor de ensino do campus IFAM-Centro.

Já na comunidade universitária a organização foi garantida pelo Sindicato dos Jornalistas e pelo Departamento da Faculdade de Direito (prof. João Batista), contanto também com a participação na mesa dos professores de Direito Helso Ribeiro, Márcio Rys, além de Lorrine Almeida, coordenadora do Movimento de Mulheres Olga Benário.

Antes dos debates, o auditório da Uninorte, lotado, assistiu a algumas passagens do filme “O dia que durou 21 anos”, de Camilo Tavares. Isso facilitou a compreensão dos antecedentes do Golpe de Estado de 1964 e a decisiva participação dos Estados Unidos.

Wilson Reis, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas e membro do Comitê da Verdade, disse que a ruptura social imposta pelo Golpe Militar de 1964, que durou 21 anos, pode ser medida nos dias atuais. “As violações aos direitos humanos, a negação da liberdade, a tortura e a morte instituíram a impunidade e o medo em nossa população”, apontou. “Até hoje não conseguimos pensar como um só País. A educação foi violentada, estudantes e professores perseguidos e mortos, expressões e figuras públicas do teatro e da música exilados, assim como vários políticos que pensavam diferente do Alto Comando Militar”, concluiu.

“Um evento histórico para marcar nossa instituição, pela excelência dos palestrantes, pela importância histórica do tema e pela participação dos nossos alunos”, assinalou o prof. João Batista.

Comitê Memória, Verdade e Justiça do Amazonas

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