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quinta-feira, 30 de junho de 2022

Ato celebra aniversário de Simón Bolívar em Belém

Ato celebra aniversário de Simon Bolívar em Belém 05

Em comemoração aos 231 anos de nascimento do Libertador e Pai da Pátria Venezuelana, Simón Bolívar, 203 anos da independência da Venezuela, 193 anos da batalha de Carabobo e os 60 anos do nascimento do presidente Hugo Chávez, o Consulado Geral da República Bolivariana da Venezuela no Pará – Brasil realizou no dia 24/07 um ato solene na Praça da Bandeira em Belém, que contou com a presença de representantes do Estado e do Município, diplomatas, partidos políticos e movimentos sociais, a exemplo do PCR, MLB, Levante Popular da Juventude e MST que teve inicio com a apresentação da banda da guarda municipal de Belém que entoou os hinos da República Federativa do Brasil e do Hino Nacional da Venezuela: “Gloria al Bravo Pueblo”.

No encerramento da solenidade, o Cónsul General da Venezuela em Belém, Alonso Pacheco, usou da palavra quando recordou o legado histórico de emancipação e integração iniciado por Simón Bolívar e continuado nesta gestão histórica sob o guia do Comandante Hugo Chávez. Destacou também, o fundamento da Revolução Bolivariana e o papel que cumpre o Governo e o Povo Bolivariano da Venezuela hoje em dia. Durante o discurso o consul disse: “Desta façanha bicentenária, somos protagonistas e participantes, de um modelo de democracia que se fundamente no poder popular, o poder do povo para criar e aprofundar as mudanças necessárias para gerar uma sociedade mais justa e mais livre” em seguida afirmou: “Este projeto Bolivariano tem como horizonte a integração de nossas nações, que garanta a paz e o desenvolvimento, da fortaleza de nossas instituições democráticas, da criação de um poderoso bloco de poder que possa fazer sentir seu peso no século XXI, na aurora de um mundo multipolar, para poder estabelecer um dialogo de igual a igual com as potências do mundo. Somente a unidade de nossos povos sul-americanos, somente a complementariedade de nossas economias, o encontro de nossas culturas, a união dos nossos territórios por meio de rodovias, infraestrutura e estradas, podem garantir este novo século como o século da verdadeira emancipação da América Meridional.” E concluiu dizendo: “Este projeto Bolivariano tem como horizonte a integração de nossas nações, que garanta a paz e o desenvolvimento, da fortaleza de nossas instituições democráticas, da criação de um poderoso bloco de poder que possa fazer sentir seu peso no século XXI, na aurora de um mundo multipolar, para poder estabelecer um dialogo de igual a igual com as potências do mundo. Somente a unidade de nossos povos sul-americanos, somente a complementariedade de nossas economias, o encontro de nossas culturas, a união dos nossos territórios por meio de rodovias, infraestrutura e estradas, podem garantir este novo século como o século da verdadeira emancipação da América Meridional.”

Redação Pará

Ato celebra aniversário de Simon Bolívar em Belém 02

PALAVRAS 24 DE JULHO
231 ANOS DO NASCIMENTO DO LIBERTADOR
203 ANOS DA INDEPENDÊNCIA DA VENEZUELA
193 ANOS DA BATALHA DE CARABOBO
60 ANOS DO NASCIMENTO DO PRESIDENTE HUGO CHÁVEZ

“E que dizem? Que devemos começar por uma confederação, como se todos não tivéssemos confederados contra a tirania estrangeira. Que devemos atender aos resultados da política da Espanha. Que importa pra nós que Espanha venda seus escravos à Bonaparte ou lhes conserve, se estamos determinados a ser livres? Essas dúvidas são tristes efeitos das antigas correntes, Que os grandes projetos devem se preparar em calma! 300 anos de calma, não bastam? Coloquemos sem temor a pedra fundamental da liberdade sul-americana, vacilar é perder-nos”.

Assim começava o jovem Simón Bolívar seu exaltado discurso diante da Junta Patriótica, aconteceu em um três de julho de 1811, quando o destino da revolução debatia-se em Caracas. Bolívar manifestava uma grande verdade, Venezuela devia ser livre de todo tirano, seja Bonaparte ou Fernando VII. Esta ideia prevaleceu dois dias depois, cinco de julho de 1811, marcando o desenvolvimento histórico da Venezuela para os próximos dois séculos: a luta pela verdadeira independência. As palavras e as ações de Bolívar, que para aquele momento estava por completar 28 anos de idade, serviu para propor o novo na América do Sul: a criação de uma República Independente e Soberana.

10 anos depois, 24 de junho de 1821, encerraria sua grande obra pela independência política da Venezuela, na Batalha de Carabobo, monumento a seu gênio militar, a qual selaria o processo da emancipação venezuelana contra o imperialismo espanhol.
Este período histórico, do qual se completa 203 anos, tem sido denominado em nossa pátria venezuelana, como o ciclo histórico bicentenário da independência, dando-lhe um caráter de história viva, porque a liberdade e a independência total de uma nação não são alcançadas numa data especifica, mas é um processo de construção das instituições, da cidadania e da pátria, que ainda hoje em dia estamos aprofundando e perfeiçoando.

O povo Venezuelano sabe que é livre, independente, e soberano, mas também conhece a sua história, e sabe como a obra emancipadora de Bolívar entrou numa longa noite para mais de um século, quando o projeto de construir uma nação livre de todas as formas de imperialismos, foi ofuscado, primeiro pelas disputas internas entre caudilhos oligárquicos, que se repartiram os restos da nação livre. E mais tarde, no século XX, vimos como essas oligarquias entregaram a Venezuela ao controle do imperialismo econômico, pela qual as transnacionais do petróleo eram comandantes.

Os últimos 40 anos dessa longa noite foram especialmente atrozes para os filhos de Bolívar, o imperialismo econômico e as oligarquias nacionais construíram uma sociedade de brilhante desenvolvimento para os de cima, mas com uma base social com pês de lama, representada em 50% da população sumida na pobreza, e 21% dela na pobreza extrema. Como poderia ter independência e soberania com tal nível de desigualdade e injustiça? Como poderíamos ser um povo livre se não éramos considerados cidadãos?
Mas como dissera alguma vez o Grande José Martí: “Nunca a noite é mais escura que um instante antes do amanhecer”. O povo do Bolívar sacudia a poeira dos olhos, e gritou liberdade, e gritou justiça em fevereiro de 1989, o que se chamou “O Caracazo”; em seguida, o quatro de fevereiro de 1992, o Comandante Hugo Chávez gritou com mais força um “Por enquanto”, que terminou por derrubar o governo da oligarquia. A voz de Hugo Chávez vai completar 60 anos no próximo 28 de julho, uma voz que jamais será silenciada.

Desta façanha bicentenária, somos protagonistas e participantes, de um modelo de democracia que se fundamente no poder popular, o poder do povo para criar e aprofundar as mudanças necessárias para gerar uma sociedade mais justa e mais livre; nossa nova carta magna de independência é o compromisso, construído e plasmado pelos venezuelanos, na constituição de 1999, onde se encontram as coordenadas do projeto Bolivariano que o povo da Venezuela se deu. Nossa Batalha de Carabobo é o desafio marcado pelo Comandante Hugo Chávez: acabar para sempre a pobreza extrema na Venezuela para o ano 2021, quando vai completar 200 anos desse 24 de junho e sua inesquecível façanha. Assim como tínhamos acabado o analfabetismo, reduzido pela metade a miséria e a desnutrição, e entregado mias de 600 mil moradias de forma gratuita, na base de um modelo que garanta a paz, a liberdade e a participação.

Este projeto Bolivariano tem como horizonte a integração de nossas nações, que garanta a paz e o desenvolvimento, da fortaleza de nossas instituições democráticas, da criação de um poderoso bloco de poder que possa fazer sentir seu peso no século XXI, na aurora de um mundo multipolar, para poder estabelecer um dialogo de igual a igual com as potências do mundo. Somente a unidade de nossos povos sul-americanos, somente a complementariedade de nossas economias, o encontro de nossas culturas, a união dos nossos territórios por meio de rodovias, infraestrutura e estradas, podem garantir este novo século como o século da verdadeira emancipação da América Meridional.

As armas dos nossos povos para lograr este objetivo de soberania, independência e paz, são educação, cooperação no campo da cultura e a saúde, cooperação técnica, investimento no desenvolvimento das economias sustentáveis, trocam de experiências e conhecimentos na área social, econômica, turística, comercial e de gestão pública, que ajudem nos aproximar mais aos nossos povos e instituições governamentais, privadas e mistas, para avançar na consolidação de nossa Grande América.

Venezuela e sua luta contra a dominação imperialista é a essência de nosso futuro histórico, depois de 203 anos de vida Republicana, o povo da Venezuela grita a voz viva, que mais nunca voltarão àqueles que entregaram a soberania e as riquezas de nosso solo aos interesses estrangeiros, mais nunca voltarão àqueles que entregaram a pátria aos interesses do imperialismo.

“Compatriotas, a independência é o único bem que ganhamos à custa dos outros, mas ela abre a porta para reconquista-los sob vossos soberanos auspícios, com todo o esplendor da glória e a liberdade”, manifestava assim, Simón Bolívar no Congresso Constituinte, em Santa Fe de Bogotá, em janeiro de 1830.

Nossa Pátria latino-americana enfrenta hoje os desafios do século XXI, devemos vencer em cada um deles, disso não há dúvidas, mas embora, pudéssemos perder inclusive mais do que ganhamos nesta luta, aquilo que ganhamos, a nossa independência, nos permitira conseguir realmente tudo aquilo que queremos para os nossos povos!

¡Bolívar, a Independência, Carabobo, Chávez!
¡São parte de nossa história, é parte de nossa luta!
¡Até a vitória sempre, viveremos e venceremos!

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