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sexta-feira, 1 de julho de 2022

Governo da Venezuela apresenta provas de plano para matar Maduro

Governo da Venezuela apresenta provas de plano para matar MaduroJorge Rodríguez, dirigente do Alto Comando Político da Revolução Bolivariana, apresentou, no dia 28 de maio, provas de um plano da extrema-direita para assassinar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. María Corina Machado, porta-voz da extrema direita, seria uma das principais emissárias para promover e desenvolver este plano para atentar contra a vida do presidente. Rodriguez disse que, desde a chegada da Revolução Bolivariana ao poder, com votos da maioria do povo, na Venezuela está em marcha um plano com finalidades claras: derrubar o governo legitimamente eleito. O plano tem cumprido várias etapas, umas contra o líder da Revolução Bolivariana, Hugo Chávez, tal como aconteceu com o golpe de Estado de abril de 2002, e agora contra o atual Presidente da República, Nicolás Maduro.

Ante o desgaste dos focos de violência, as consecutivas derrotas acumuladas pela via eleitoral e o apoio da maioria do povo à Revolução Bolivariana, María Machado teria pedido a Diego Arria “acumular esforços” para “aniquilar” o presidente Maduro.
“Chegou a hora de acumular esforços, fazer as chamadas necessárias e obter o financiamento para aniquilar Maduro”, escreveu em um e-mail Machado a Arria, pré-candidato presidencial nas primárias da oposição em 2012. “O restante cairá sozinho”, acrescentou a ex-deputada no e-mail. Sobre essa proposta, Arria depois consultou Pedro Mario Burelli, ex-diretor da Petróleos da Venezuela quando esta estava nas mãos da burguesia, que qualificou como correta a postura assumida por Machado de assassinar o presidente. “Essa é a atitude”, respondeu Burelli a Arria, através do e-mail.

Rodríguez expôs ao país parte de uma mensagem, também enviada por Machado, via e-mail, ao advogado Gustavo Tarre Briceño, no qual se revela que a direita conta com “um talão de cheques mais forte que a do regime para romper o anel de segurança internacional (do governo)”.

No e-mail enviado através de sua conta, Machado teria confirmado a participação do Governo dos Estados Unidos, através do novo embaixador dessa nação na Colômbia, Kevin Whitaker, nas ações terroristas empreendidas pela direita na Venezuela, e que desde fevereiro passado deixaram um saldo de 42 mortos e mais de 800 lesionados.
“Já decidi, essa luta é até que esse regime se vá e cumpramos a promessa feita a nossos amigos no mundo. Se fui a San Cristóbal e me expus na OEA (Organização dos Estados Americanos), não tenho medo de ninguém, já Kevin Whitaker me reconfirmou o apoio, e indicou os novos passos”, escreveu Machado, segundo Rodríguez.

Essa ação contra o chefe de Estado geraria – segundo o plano – um banho de sangue no país e uma violência desencadeada como condições para uma intervenção estrangeira, advertiu Rodríguez, durante entrevista coletiva realizada em Caracas.

Na lista para o financiamento do golpe de Estado e do plano de magnicídio aparece Eligio Cedeño, um empresário fugitivo do país acusado pela justiça venezuelana de roubar a nação.

Jorge Rodríguez disse ainda que apresentará essas provas à autodenominada Mesa da Unidade Democrática, a cujos integrantes perguntará se apoiam ou não um plano de magnicídio e de golpe de Estado.”Que digam se são partícipes ou não desse plano magnicida e criminoso contra o povo da Venezuela.”

Fonte: Agência Venezuela e Notícias

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