UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

domingo, 24 de setembro de 2023

Manifestação unitária dos movimentos sociais acontece hoje em Quito

Quase todas centrais sindicais do Equador, as principais entidades do movimento estudantil, camponês e dos indígenas, convocaram para hoje uma jornada nacional de mobilização. A mobilização promete ser uma das mais importantes desde a virada à direita do governo de Rafael Correa. Reproduzimos abaixo matéria do site Ecuador Libre Red:

Acontece nesta quarta-feira, 17 de setembro, a Jornada de Mobilização Nacional convocada pela Frente Unitária de Trabalhadores, esta mobilização foi respaldada por vários setores sociais.

É uma mobilização que expressa o repúdio dos trabalhadores ao Código Orgânico Laboral, código que retira a estabilidade dos trabalhadores, a livre sindicalização e a livre contratação. Os trabalhadores das empresas telefônicas privadas vão exigir que o governo respeite seus direitos sociais tal como dispõe a atual legislação. Os professores, por sua parte, participarão em rechaço ao congelamento dos salários por 3 anos consecutivos.

A juventude secundarista e universitária critica a eliminação dos subsídios ao transporte por parte do governo e rechaça a pretensão de eliminar a tarifa preferencial para estudantes.

Marcha_por_el_Agua_Frente_PopularOs dirigentes e a base da ECUARUNARI, principal entidade dos indígenas do país, afirmam que participarão ativamente desta marcha nacional, como um ato de resistência ante às políticas autoritárias, leis e decretos inconstitucionais executados pelo regime de Correa, para exigir seus direitos como a educação intercultural bilingue, o fechamento de escolas comunitárias e  o rechaço ao Tratado de Livre Comércio – TLC com a União Europeia.

A Mobilização Nacional é a expressão do rechaço à política equivocada de um regime  que beneficia os mesmos de sempre, à mesma direita que hoje se encontra no Governo. Os povos do Equador chegaram a respaldar o processo democrático em seu início, quando o governo não era nem autoritário nem perseguidor. Vamos defender e exigir direitos garantidos na Constituição de Montecristi, a qual hoje é dificilmente cumprida e, por isso, o governo quer reformá-la contra a vontade dos equatorianos.

Esta jornada é dos setores populares, professores, pequenos comerciantes, trabalhadores, mulheres, ambientalistas, médicos, estudantes, indígenas e camponeses, das organizações sociais, da esquerda revolucionária, pela exigência de uma vida digna, pelo direito de resistência e de luta por um Equador de todos.

Fonte:  www.ecuadorlibrerede.tk

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