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quarta-feira, 29 de junho de 2022

Eu sou a favor de um ajuste fiscal, e você?

LevySou sim a favor de um ajuste fiscal. Governo nenhum pode permanecer por tempo indefinido gastando mais recursos do que o que realmente tem. Essa é uma situação insustentável. Para começar, como fazem as empresas sérias, vamos rever o contrato com todos os nossos credores.

Foi previsto no orçamento do ano passado o gasto de mais de R$ 1 trilhão com o pagamento de juros de dívidas públicas. Veja bem, não é a dívida, é apenas os juros dela. Em 2014, pagamos R$ 3 bilhões por dia desses juros e, ainda assim, a dívida cresceu. Não é responsável que 42% do orçamento federal seja gasto com tantos juros. Vamos auditar todos esses contratos (*dados aqui).

Auditar significa saber de onde essas dívidas vieram, por que cresceram e continuam a crescer tanto, e renegociar com quem cobra juro extorsivo. Qualquer pessoa ou empresa sensata faz isso com seus credores, como não? Ainda mais quando sabemos que uma ditadura militar, um governo ilegítimo, esteve no poder durante mais de 20 anos e contraiu várias dívidas igualmente ilegítimas. Vamos auditar tudo isso e parar o pagamento daquilo que é fraudulento!

É preciso cortar também. Vamos cortar os juros. O corte de pontos percentuais na taxa básica de juros pode significar uma economia, ainda que pequena, no pagamento da nossa dívida pública. Vamos cortar também do salário dos deputados, ministros, governadores, vereadores etc. Que todos eles recebam agora o mesmo valor do piso nacional dos professores. Ou não é justo?

É preciso, também, aumentar impostos. Mas é inútil aumentar imposto indireto (IPI, ICMS, CIDE, etc), pois esses vão para o preço dos produtos e acabam aumentando a inflação, jogando contra o ajuste fiscal. Vamos aumentar imposto de quem tem dinheiro sobrando para pagar. É o mais lógico.

No Brasil, 0,21% da população, apenas 420.000 pessoas, é dona de mais de 40% do PIB (*dados aqui ). Vamos cobrar 10% de imposto do patrimônio desse pequeno punhado de pessoas. Eles ainda vão ficar com 90% de um patrimônio bilionário, vivendo muito bem. Só com isso, o governo arrecada quase 100 bilhões de reais.

Também vamos dar um jeito na corrupção. É preciso punir os corruptos que roubaram a Petrobrás e têm grande culpa na falta de dinheiro que o Estado vive hoje. Donos de grandes empreiteiras, inclusive, estão presos por esse roubo. Isso trará para o orçamento R$ 7 bilhões (valor de mercado das empreiteiras envolvidas).

Vamos expropriar o patrimônio de todos os corruptos e corruptores. Fazer esse dinheiro voltar ao Estado para combater o déficit fiscal.

Todas essas medidas trarão de volta a confiança do povo no Brasil. Permitirão um maior investimento na educação, para que o país produza mais e aumente sua riqueza. Na saúde, para que o trabalhador mais saudável aumente a produtividade.

Confiante no futuro do Brasil, o povo terá unidade e disposição para enfrentar qualquer crise. Economia não é outra coisa senão a decisão de onde cortar e qual setor estimular em cada momento. A decisão econômica do momento trata portanto de saber quem vai pagar a conta de um ajuste fiscal, se serão os banqueiros e monopólios que geraram essa crise ou se serão o povo e os trabalhadores.

O governo Dilma e sua patota do mercado nos ministérios têm decido fazer o que mandam os banqueiros e monopólios.  Essa é uma escolha consciente, de livre-arbítrio. Dilma tem sim escolha e nenhuma fatalidade obriga a fazer um ajuste fiscal que beneficie os ricos, gerando tormento e miséria para os trabalhadores.

Jorge Batista, São Paulo

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