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domingo, 3 de julho de 2022

Ministro da Educação é recebido com protesto no IFPA

ato IFPANo dia 27 de fevereiro, uma vitoriosa mobilização ocorreu no Instituto Federal do Pará – Campus Belém, organizada por Centros Acadêmicos e pela União dos Estudantes Secundaristas de Belém (Uesb), Federação Paraense dos Estudantes em Ensino Técnico (Fepet) e Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico (Fenet), dando “boas-vindas” ao ministro da Educação, Cid Gomes. Durante a manhã, fruto da mobilização, ocorreu no refeitório do campus uma oficina de cartazes. Com uma caixa de som no local, estudantes e representantes de diversas entidades se pronunciaram.

“Ainda há muito em que avançar, nem restaurante estudantil temos, como diz essa placa do Governo Federal. Não podemos considerar este espaço como restaurante”, afirmou Carla Catiara, estudante de Geografia. Já Brenda Martins, presidente da Uesb, relembrando o discurso do ministro da Educação quando era governador do Ceará: “Se professor tem que trabalhar por amor, por que você não trabalha por amor e investe o seu salário na Educação do nosso país, seu ministro”.

A verba para assistência estudantil do Campus Belém está atrasada há mais de dois meses: “Assistência estudantil é um direito. É inaceitável que o Congresso Nacional aprove uma emenda que destina R$ 129 milhões por ano para pagar passagens dos maridos e esposas das deputadas e deputados, enquanto isso, atrasa a assistência estudantil do aluno, interferindo na nossa formação acadêmica”, afirmou Adrian Santos, coordenador-geral da Fepet.

A mobilização seguiu à noite, em breve cerimônia com alguns estudantes selecionados no miniauditório. Júnior Palheta, coordenador-geral da Fenet, conseguiu dialogar com o ministro e apresentar a minuta aprovada pelo Seminário Nacional de Assistência Estudantil da entidade, que ocorreu no IFMG – Campus Ouro Preto, ano passado. Enquanto isso, fora do local do evento, os estudantes faziam sua manifestação. Como fruto da pressão estudantil, permitiram a entrada de mais seis estudantes.

“Não tem dinheiro para a educação, mas tem dinheiro para banqueiros, para as grandes empreiteiras, para o escândalo da Petrobras. Enquanto isso, nós, estudantes, temos que iniciar o ano com corte de R$ 7 bilhões na Educação de nosso país”, afirmou o representante da Fenet.

Redação Pará

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