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domingo, 25 de setembro de 2022

Declaração do movimento Gayones da Venezuela sobre as novas ameaças de agressão dos EUA

NoimpeO Movimento Gayones se a une à indignação do povo revolucionário da Venezuela e da América Latina, após as declarações ameaçadoras do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, contra a República Bolivariana da Venezuela. Rechaçamos de maneira enérgica as pretensões estadunidenses de querer ser donos do mundo e assumimos nossa responsabilidade histórica como parte do povo lutador que, inclusive com sangue, escreveu páginas gloriosas para honra da nossa classe.

Invocamos o direito à autodeterminação dos povos, razão que moveu os revolucionários muitos anos antes de que tenha sido expressado na resolução 2625 adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1970, que contempla “que a livre determinação é um direto de todos os povos e defendê-la é uma obrigação para todos os Estados. Seu respeito é condição necessária para o estabelecimento de relações amistosas e de cooperação entre os Estados”.

Com base nesse princípio universal, e no direito de rebelião que a ele está unido, repudiamos que, sob desculpas ridículas de uma suposta “ameaça extraordinária” da Venezuela, a principal potência armamentista e industrial do planeta pretenda justificar as agressões que levanta contra nosso povo, com a evidente intenção de derrotar um governo legítimo, eleito pelo povo em eleições livres. O objetivo dos EUA é impor a burgueses ditadores como os novos governantes do país, tratando de repetir o manual aplicado com Jacobo Arbenz e Salvador Allende, com saldo de assassinatos, repressão e morte como meio de derrotar as defesas populares e tomar conta das riquezas naturais.

Os antecedentes de invasões e agressões armadas dos Estados Unidos contra dezenas de países em todo o mundo, devem nos alertar ante qualquer tipo de investida direta, inclusive a de uma invasão militar que tenha como objetivo derrubar o governo legítimo da Venezuela, entregando nossa soberania e nossos recursos às transnacionais imperialistas.

Fazemos um chamado ao povo venezuelano, à classe operária e aos camponeses, assim como também às mulheres, jovens e comunas revolucionárias para somar-se à Unidade Popular Revolucionária Antiimperialista (UPRA), assumir nosso papel ante uma ameaça que pretende passar a outro terrenos, seja por parte de mercenários e paramilitares ou seja por parte dos marines, ante o qual o projeto do proletariado é a única garanti para levar a luta até as últimas consequências, aprofundando o processo revolucionário, mediante o poder popular revolucionário do socialismo científico.

Movimento Gayones, Caracas 10 de março de 2015.

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