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quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Jagunços atiram em famílias do MLB

Foto Olga Benario 2No dia 04 de maio de 2015, cerca de 250 famílias do Movimento de Lutas nos Bairros, Vilas e Favela (MLB) organizaram a ocupação Olga Benario, em terreno localizado na avenida recife, no bairro do Jiquiá, ao lado do prédio da Justiça Federal.

Durante todo o dia foram constantemente ameaçadas e intimidadas por ditos seguranças do suposto proprietário do terreno, onde afirmavam que seria construído o “shopping metropolitano”. O terreno tem cerca de oito hectares, com boa localização e encontra-se totalmente abandonado a dezenas de anos, sem cumprir sua função social como define a constituição.

Após a realização da ocupação Olga Benario, dezenas de moradores da comunidade vizinha deram seu apoio e solidariedade juntando-se à luta. Até o meio dia a ocupação já tinha recebido o apoio do Movimento Luta de Classes(MLC), União da Juventude Rebelião(UJR), União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco(UESPE), Unidade Popular pelo Socialismo, Professor Luiz De Lamora, etc.

Como sabemos a sociedade capitalista é injusta com os pobres e altamente defensora da propriedade dos ricos, de modo a garantir e aumentar sua riqueza.  Mas o que ocorreu na referida ocupação por volta das 20h do dia 04 de maio, extrapola toda legislação vigente que garante os direitos constitucionais elementares. A mando do suposto proprietário do terreno, três jagunços atirou contra as famílias, colocando em risco a vida de senhoras gestantes, idosas e crianças, além de ameaçar as demais famílias da ocupação queimando seus pertences como: Documentos pessoais, roupas, barracos, alimentos e destruindo a cozinha comunitária, a rede elétrica e a agua para o consumo das famílias.

Apesar de não ter tido nenhum óbito ou ferido a bala na ação dos jagunços, foi uma ação inaceitável para a sociedade atual se assemelhando a pratica da ditadura militar no Brasil, que resolvia os problemas sociais com violência, onde pistoleiros e torturadores assassinavam as pessoas por lutarem por seus elementares direitos. Contudo as famílias permanecem organizadas, para decidirem os próximos passos da ocupação Olga Benario na luta para garantir o direito a moradia digna.

 Redação – PE

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