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Sanções contra a Coreia Popular são intensificadas pela ONU

RPDC 01

Os ataques injustos ao povo norte-coreano são cada vez mais frequentes. Isso acontece porque a Coreia do Norte representa uma alternativa de sociedade autossuficiente, que emancipa o povo e contraria os interesses do imperialismo, o qual se enriquece com a subordinação de países de terceiro mundo. Os Estados Unidos, representantes máximos desse imperialismo, são os que mais se movem para ameaçar a soberania nacional norte-coreana. A recente estratégia usada pelo país foi promover na ONU a Resolução 2.270, com medidas que intensificam as sanções contra a República Popular Democrática da Coreia (RDPC), em resposta ao avanço de seu programa nuclear. A iniciativa recebeu apoio total dos membros do órgão de 15 membros, presidido em março por Angola.

Precisamos, antes de entender o motivo dessas sanções, ter noção da importância que a Revolução Coreana teve para esse povo. A guerrilha antijaponesa e os movimentos revolucionários da Coreia proclamaram a República Popular em 6 de setembro de 1945 em Seul, atual capital da Coreia do Sul. Dois dias depois, os americanos desembarcaram e ocuparam o sul da Coreia, com a intenção de dissolver os Comitês Populares, assassinar os revolucionários, efetuar prisões e trazer dos EUA Syngman Rhee (que se tornaria o presidente da Coreia do Sul) para formar um governo submisso aos interesses norte-americanos. Muitos protestos defendendo a unificação das Coreias ocorreram no Sul e foram duramente reprimidos pela polícia. Até hoje, a população do sul sofre com as duras repressões políticas contra os movimentos populares. Enquanto o povo sul-coreano é espancado, humilhado em trabalhos abusivos e posto na miséria pelo desemprego, o povo norte-coreano possui direitos trabalhistas superiores, saúde e educação pública, direito à moradia e lazer provenientes da soberania nacional e do socialismo.

As constantes ameaças imperialistas obrigam a Coreia do Norte a adotar políticas que aumentam seu poder militar, não para atacar outros países, e sim para defender seu povo de ataques cruéis. Diferente do que aconteceu com todos os outros países invadidos pelo imperialismo americano, a Coreia Popular foi a primeira e única nação que derrotou as mãos sujas e violentas do capital estrangeiro, graças ao investimento bélico, totalmente necessário para defender países autossuficientes da submissão ao grande capital. Mas a guerra da RDPC contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos ainda não acabou, porque os confrontos dos anos 1950 se concluíram por um armistício, e não por um acordo de paz duradoura, o que justifica a política de defesa norte-coreana.

O investimento pesado na defesa nacional, juntamente com o amor revolucionário e patriótico dos coreanos pelo país faz com que o governo americano tenha seus interesses antipopulares cada vez mais ameaçados, e é justamente nisso que a Resolução 2.270 toca. Com o intuito de neutralizar a defesa do país, a resolução proíbe a transferência de tecnologia, materiais, treinamento, assistência e o assessoramento ligados ao setor nuclear e aos mísseis balísticos ao país asiático. Além disso, pela primeira vez, inclui sanções a diferentes setores econômicos, que limitarão e, em alguns casos, proibirão a Coreia do Norte de exportar matérias-primas como carvão, ferro, ouro, titânio e terras raras, pretendendo, assim, desestabilizar o governo popular.

Deve-se levar em consideração o tamanho da hipocrisia norte-americana. Enquanto os Estados Unidos, país que promoveu a resolução, possui mais de 3.000 ogivas nucleares ativas, a Coreia Popular possui menos que dez! Tamanho absurdo se dá porque, para os donos do poder, é inaceitável que um povo seja autossuficiente e tenha qualquer chance de se defender de seus ataques covardes. Enquanto os Estados Unidos realizam invasões militares em outros países, a Coreia do Norte nunca derramou uma gota sequer de sangue em países estrangeiros. A neutralização da luta revolucionária é o único objetivo da Resolução 2.270, e as forças populares de todo o mundo devem ter como obrigação a defesa da República Popular Democrática da Coreia.

José Victor Rio Tinto, Rio de Janeiro

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