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domingo, 25 de setembro de 2022

Pobreza e injustiça crescem em Minas Gerais

Reportagem anexada na edição 223 do jornal impresso, página 08.

Fernando Alves


Foto: Reprodução/EMG

MINAS GERAIS – A cada medida tomada pelo governo de Jair Bolsonaro para atender aos interesses dos banqueiros e dos monopólios, a situação de vida do povo fica ainda pior. Dados divulgados pelo IBGE comprovam o aumento acelerado dessas graves injustiças.

Em Minas Gerais, os números são alarmantes e atingem quase quatro milhões de pessoas. Isso corresponde a 20,4% da população do estado, segundo a Síntese de Indicadores Sociais, indicador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que analisa as condições de vida da população.

Na verdade, o estudo concluiu que o valor recebido em Minas está abaixo do indicado nacionalmente. Enquanto a pesquisa demonstra que, em 2017, o valor equivalia a R$ 406 ao mês, em Minas Gerais esse valor foi de somente R$ 398.

Outro aspecto da pesquisa mostra que 30,4% dos mineiros não têm acesso à educação e 37,5% não têm direito a saneamento básico. Também a chamada proteção social está bastante comprometida, quando inclui a análise de acessibilidade à educação, saneamento básico, comunicação (internet), moradia digna: 51,9% da população teve restrições a pelo menos um desses serviços.

O nível de instrução em Minas Gerais é ainda mais baixo se comparado à média nacional. Em Minas, chegou a 54,4% contra 49,4% para os que tinham ensino fundamental completo e 13,7% contra 15,4% nacional para o ensino superior completo na faixa de 25 anos ou mais.

Os dados de 2017 também mostram que o mesmo ocorre em relação à renda. Enquanto a média brasileira é de que 58,9% dos trabalhadores recebiam até um salário mínimo, em Minas, é de 57,2%.

Esses números reafirmam o que a realidade deixa evidente: Minas Gerais é um estado de muitas riquezas, mas a riqueza produzida retirada de milhões de trabalhadores não retorna em benefícios e serviços públicos.

Receita do Capitalismo: Estado Rico, Povo Pobre

Ainda segundo o IBGE, em 2017, Minas Gerais tinha 21,1 milhões de pessoas. Sua economia está baseada na atividade mineradora, destacando-se como o principal estado nesse setor, sendo responsável por 29% da produção nacional de todos os minérios extraídos e 51% da produção brasileira de minério de ferro. Também possui forte presença industrial, com destaque no ramo automobilístico e na indústria de base. Outro importante setor econômico é a agropecuária, em especial, na produção de carne bovina, café, leite, além de milho, cana de açúcar e soja. Por fim, há ainda a atividade turística, impulsionada pelos aspectos históricos e abundância natural, com suas montanhas, rios e cachoeiras.

O estado é a terceira maior economia nacional. O Produto Interno Bruto de 2018 fechou em R$ 598 bilhões, de acordo com a Fundação João Pinheiro. A estimativa para o PIB de 2019 é de estagnação, parte atribuída ao impacto da queda da barragem em Brumadinho, apresentando um recuo de -20,6% na produção minerária no primeiro trimestre de 2019, outra parte causado pelos efeitos da grave crise econômica que assola o Brasil, aprofundados pelas nefastas políticas neoliberais dos governos estadual e federal.

Hoje, o estado é governador pelo megaempresário Romeu Zema, que ataca frontalmente todos os direitos da classe trabalhadora, em especial, dos servidores estaduais, promovendo uma ampla campanha de desmonte dos serviços públicos, de privatizações das empresas públicas (Cemig, Copasa, Codemig, entre outras). Criou um governo de secretários com supersalários, jetons e muitos privilégios. Zema propaga insistentemente a retirada do Estado da economia e acelera o desemprego em massa. Com isso, os efeitos apresentados são de empobrecimento cada vez maior da população pobre.

Apesar desse cenário desalentador, o estado é rico. Portanto, não haveria motivos para a população viver em condições tão precárias como as que vêm ocorrendo nos últimos anos. Mas não é possível ter ilusões num sistema baseado na exploração do ser humano, o capitalismo.

Não resta alternativa para os trabalhadores que não seja o caminho da luta contra esses governos perversos e reacionários, que querem escravizar e massacrar ainda mais os que já nada têm. Resistir e lutar está na ordem do dia.

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