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quarta-feira, 6 de julho de 2022

Unidade Popular convoca protesto contra a Equatorial

Empresa Equatorial Energia, que há um ano comprou a Eletrobrás de Alagoas por R$ 50 mil, tem gerados imensos problemas para o povo alagoano, como demissões em massa, péssimo serviço, cortes injustos e alta no preço da energia.

Redação Alagoas


A Eletrobras Alagoas foi arrematada em leilão realizado no final de dezembro de 2018. A Equatorial Energia foi a única empresa a apresentar proposta comprando a empresa de energia de Alagoas pela bagatela de R$ 50 mil.

A promessa de mais eficiência e rapidez no atendimento não se concretizou. Pelo contrário, os medidores foram trocados e as contas trouxeram cobranças de supostos erros de leitura em valores exorbitantes para o consumidor.

No site Reclame Aqui, por exemplo, há um relato de uma consumidora de Rio Largo que pagava uma conta mensal entre R$ 70 e R$ 80, após a troca do medidor, a tarifa de fevereiro deste ano foi de R$ 411

“Liguei para eles e me informaram que a cobrança foi devido ao medidor antigo que estava contando errado, após a troca por um novo ele fizeram um cálculo do que deixou de ser cobrado e adicionaram na conta atual, gerando um valor absurdo”, relatou a consumidora.

Esta cobrança muito acima do valor que a consumidora vinha pagando, sem aviso prévio, sem negociação, sem explicar os critério do cálculo. “A empresa não leva em consideração que os trabalhadores mal conseguem esticar os salários para pagar todas as obrigações e não podem ser surpreendidos desta forma”, crítica Magno Francisco, presidente da UP Alagoas.

Para piorar, com a Equatorial, não tem conversa. O aviso de corte chega antes do trabalhador conseguir pensar em como resolver a questão. A agilidade é registrada nesse momento, na rapidez com que os funcionários que fazem o corte se apresentam para garantir os lucros dos patrões.

São vários os relatos nas redes sociais de pessoas denunciando a truculência com que foram tratadas por não poderem pagar as contas que a Equatorial está enviando. Dramas de pessoas acamadas que não poderiam ficar sem energia elétrica em casa, sem que a empresa seja sensível a estes casos.

Solidários a situação dos consumidores, a Unidade Popular convocou um ato na porta da Equatorial, no dia 4 de março, às 16 h. “Traga seu cartaz, sua conta, sua reclamação. Vamos acender os holofotes para que a sociedade enxergue o que está acontecendo”, convida Lenilda Luna, do diretório estadual da UP.

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