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A autossustentação material: uma das bases da revolução

Compreendendo a atividade de finanças como uma tarefa essencial para a revolução, pensando e aplicando com disciplina os planos tirados, seremos capazes de ir cada vez mais longe na organização e na luta, propagandeando o poder popular e o socialismo em todos os cantos do Brasil.

Laura Passarella e Tarcísio de Luca


Foto: Jornal A Verdade

BRASIL – O Governo Bolsonaro vem atuando para jogar todo o prejuízo da crise econômica do capitalismo nas costas dos trabalhadores. Os diversos ataques aos direitos sociais da população, como a criminosa Reforma da Previdência e os cortes nos orçamentos da Educação e da Saúde, colocam-nos a necessidade de resistir e construir uma alternativa popular e revolucionária para a crise.

Por isso, nunca foi tão fundamental a organização combativa da classe trabalhadora. Mas, falar em organização implica ter em conta as necessidades materiais cotidianas: panfletos e jornais para imprimir, bandeiras e faixas para confeccionar, passagens de ônibus, trem ou metrô, alimentação, entre tantas outras questões. Fica evidente, portanto, que não podemos subestimar a importância da nossa autossustentação material. 

Sem dúvida, garantir nossa independência financeira é um pré-requisito para que tenhamos também independência política de outros partidos e da burguesia. Toda organização que não segue tal política acaba, invariavelmente, sucumbindo ante a pressão econômica e conciliando com os interesses das classes dominantes. 

É por isso que a autossustentação material é um princípio dos comunistas revolucionários. Nunca devemos esquecer que a revolução é obra da classe trabalhadora e deve ser sustentada, em todos os seus aspectos, pela própria classe trabalhadora. 

Por isso também devemos ter bastante orgulho da vitória da legalização da Unidade Popular (UP), um esforço nacional de centenas de militantes no país inteiro, que, sem financiamento da burguesia, recolheram mais de 1,2 milhão de assinaturas defendendo o poder popular e o socialismo.

Como Garantir a Autossustentação?

A independência financeira da nossa organização depende, em primeiro lugar, da consciência de nossos militantes; em segundo lugar, do planejamento do trabalho e, por fim, do controle sobre a execução das tarefas definidas.

Neste sentido, o envolvimento de toda a militância na tarefa prática de levantar recursos para a luta revolucionária só é possível se todos estiverem conscientes desta necessidade, sempre abordando o tema nas reuniões, preparando estudos, apresentando as necessidades concretas e, a partir disso, elaborar planos e executá-los.

Um bom levantamento de recursos não se dá de maneira espontânea e desorganizada. O desleixo no planejamento da atividade de finanças pode diminuir os recursos levantados ou, até pior, trazer prejuízos. Por isso, é necessária uma planificação do trabalho de finanças, elaborada de forma coletiva. 

Esse plano de finanças deve conter:

1) as metas de recursos a serem levantados, baseadas no trabalho que a organização realiza, na capacidade de levantar recursos naquele local e no contato político que o movimento tem com a sua base naquele lugar;

2) as tarefas práticas que serão realizadas para levantar esses recursos, por exemplo, venda de materiais, rifas, pedágios, livro-ouro e outras atividades que combinam a criatividade, a efetividade das finanças e a politização da atividade;

3) prazos estipulados, baseados em quanto tempo se pode cumprir a tarefa, alcançar a meta e não desleixar com o passar exagerado do tempo. 

Outra questão importante é saber que levantar recursos para a luta é uma tarefa de todos, que devem se integrar a ela de alguma forma em todas as suas fases, na elaboração, na preparação e na execução.

Devemos avançar na nossa relação com o nosso povo e fazer com que a classe trabalhadora e a juventude sejam os sujeitos da sua própria libertação, sustentado a luta revolucionária em todos os seus aspectos: político, humano e também no aspecto material.

Compreendendo a atividade de finanças como uma tarefa essencial para a revolução, pensando e aplicando com disciplina os planos tirados, seremos capazes de ir cada vez mais longe na organização e na luta, propagandeando o poder popular e o socialismo em todos os cantos do Brasil.

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