UM JORNAL DOS TRABALHADORES NA LUTA PELO SOCIALISMO

sábado, 25 de junho de 2022

Em Brasília, mulheres cobram justiça pelos 2 anos do assassinato de Marielle Franco

Na madrugada da última sexta-feira (13), integrantes do Movimento de Mulheres Olga Benário realizaram uma ação na qual batizaram a ponte Costa e Silva de “Marielle Franco”. Entre as justificativas apresentadas pelo movimento, estão: repudiar que a capital do país ainda possua monumentos que celebrem um general do período ditatorial; trazer à tona o alto índice de feminicídio que a cidade vem enfrentando, e exigir respostas sobre quem foram os mandantes do assassinato de Marielle Franco, o qual também culminou na morte de Anderson. Além disso elas também repudiam o governo Bolsonaro e sua política machista, misógina e antipovo.

Leia a nota do Movimento Olga Benário a seguir:


Foto: Rafaela Felicciano / Metrópoles

Marielle e Anderson foram violentamente assassinados no dia 14 de março de 2018. Os principais suspeitos, hoje presos, têm ligação com a família Bolsonaro. Esta mesma família, que alcançou o mais alto cargo político do país, dissemina ódio, venera assassinos e torturadores da ditadura militar de 1964 e compõe um governo fascista, que cada vez mais dificuldade as condições de sobrevivência de 99% da população brasileira, que é pobre.

Nós, mulheres do Movimento de Mulheres Olga Benário, no Distrito Federal e no Brasil, lutamos por uma sociedade justa, com condições dignas de vida para todos, principalmente para as mulheres trabalhadoras, jovens, camponesas, LGBT´s, negras, periféricas, quilombolas, indígenas e as portadoras de necessidades, ou seja, as pessoas mais atingidas pela retirada de direitos e pelo descaso vergonhoso e criminoso de Jair Bolsonaro com o povo brasileiro.

Mulheres lutam pela memória de Marielle Franco e contra homenagens públicas a ditadores fascistas

Costa e Silva foi um general da fase mais sombria da nossa história recente. A ditadura militar, de quem Jair Bolsonaro é saudoso e para o retorno da qual convoca atos de rua, torturou fisicamente 20 mil pessoas e prendeu outras 50 mil. O Ato Institucional nº 5 autorizou, em 1968, o regime fascista a fechar o Congresso Nacional, cassar mandatos eletivos, suspender os direitos políticos de qualquer cidadão e até o direito a habeas corpus.

Não vamos parar a luta enquanto assassinos e torturadores forem homenageados. Por memória, verdade e justiça; pela apuração dos crimes da ditadura e pela punição de todos os responsáveis; para que incompetentes imbecis como Jair Bolsonaro jamais sejam eleitos novamente; para que 64 nunca mais aconteça: rebatizamos este monumento para Ponte Marielle Franco, uma homenagem a quem merece todo o nosso respeito e herança de luta.

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