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terça-feira, 5 de julho de 2022

Comunidade palestina é saqueada por oficiais israelenses

Foto: Reprodução/Suliman Abu Srour

por André Molinari e Lucas Nascimento

Em meio à uma crise global de saúde devido a epidemia de Coronavírus (COVID-19) o Estado de Israel continua mostrando sua natureza terrorista, imperialista e genocida. Um grupo de oficiais da Administração Civil de Israel no dia de 26 de março de 2020 chegaram no começo da manhã com um jipe, uma escavadeira e dois caminhões com guindaste em uma comunidade palestina na Cisjordânia, Khirbet Ibziq, comunidade localizada no norte do Vale do Jordão.

De acordo com o Centro Israelense de Informação para Direitos Humanos nos Territórios Ocupados “eles confiscaram postes e lonas que deveriam formar oito tendas, duas para uma clínica de campo e quatro para moradias de emergência para os moradores evacuados de suas casas e duas como mesquitas improvisadas”. Mas os relatos e fotos mostram que foi uma ação muito mais grotesca e destrutiva.

Em depoimento Abdul Majeed Khdeirat, chefe do conselho da aldeia, disse que além dos danos à fazendas e residências, as forças israelenses destruíram uma cabana de 70 metros quadrados, duas bombas de água e eletricidade, painéis solares, equipamentos de pintura e blocos de construção.

Mutaz Bisharat, oficial palestino que monitora os assentamentos no distrito de Tubas e Vale do Jordão afirmou que soldados invadiram as aldeias ordenando a suspensão dos trabalhos, apreendendo materiais como os painéis solares, doados por uma entidade humanitária italiana e ainda proibiram uma caravana de aldeões de irem cultivar na sua própria terra.

A justificativa sobre por que palestinos não podem construir em seu próprio território? De acordo com o exército fascista israelense “as construções ocorriam em zona militar”, delimitadas pelos próprios israelenses.

Além do saque realizado à Khirbet Ibziq, no mesmo dia 26, militares israelenses demoliram três casas de agricultores na aldeia de Ein a-Duyuk a-Tahta, a oeste de Jericó.

A situação tem ficado cada vez mais crítica sob o regime de apartheid que Israel tem submetido os palestinos. Dois dias após os registros do primeiro caso de coronavírus em Gaza, autoridades Palestinas anunciaram a primeira morte no lado Oeste do Jordão. Já são 60 pessoas contaminadas na Cisjordânia, duas em Gaza além de dois presos políticos. Mesmo com o estado de emergência causado pela epidemia, segundo o membro do Comitê Local do bairro, Rakhma, na segunda-feira passada (24/03), em Negev, teve a invasão, despejo e demolição de casas por policiais israelenses, junto com funcionários do Ministério das Finanças e do Fundo Nacional Judaico. As forças israelenses além de ameaçar moradores e demolirem suas casas, não ofereceram nenhuma assistência aos residentes para lidar com o coronavírus. “Eles têm feito para nos perseguir e ameaçar nossas vidas e lares diariamente”, afirma Freehat, Monitor do Oriente Medio

Diante disso a situação palestina é bem preocupante devido à falta de remédios e equipes especializadas, com equipamentos para lidar com o surto. Famílias vivem em casas superlotadas com poucas condições sanitárias. Como se já não bastasse todos esses problemas de saúde, as Autoridades Palestinas alertaram que Israel poderia se aproveitar do Estado de Emergência causada pela epidemia para executar seus planos coloniais na Cisjordânia ocupada, já que estas ações não teriam tanta atenção devido ao contexto Internacional.

O falso Estado de Israel tem causado vários crimes desde 1948, ano de sua ocupação ilegal sobre a Palestina, com o apoio do Imperialismo Norte Americano, Inglês e Francês.  Uma região que antes vivia uma liberdade de crenças e de convívio pacífico entre judeus, cristãos e mulçumanos, hoje vive um pesadelo debaixo do autoritarismo israelense, que em um momento de epidemia como a do atual coronavírus deixa ainda pior a situação dos palestinos que, apesar da história heroica de resistência contra a colonização israelense, tem sofrido difíceis condições de vida no regime de apartheid e de limpeza étnica promovido por Israel, com constante e intensos bombardeios sofridos nesses últimos anos. É urgente a solidariedade mundial com a Luta Palestina e pelo fim do Estado de Israel.

Fonte: MEMO-Monitor do Oriente: https://www.monitordooriente.com/20200326-soldados-israelenses-invadem-e-demolem-aldeia-no-vale-do-jordao/

https://www.monitordooriente.com/20200326-soldados-israelenses-invadem-e-demolem-aldeia-no-vale-do-jordao/

https://www.juancole.com/2020/03/occupation-authorities-palestinian.html

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