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Quem pode definir os rumos da educação no Brasil?

Novo ministro da educação defendeu o castigo físico em crianças. Fotos: reprodução. Montagem: Jornal A Verdade

Por Matheus Nunes*

SÃO PAULO – Desde que foi eleito, o fascista Jair Bolsonaro colocou figuras incompetentes para ocupar o Ministério da Educação. Agora, indicou Milton Ribeiro ao cargo. O pastor reacionário, em vídeo publicado nas redes sociais ele afirmou: “Essa ideia que muitos têm de que a criança é inocente é relativa. Castiga o teu filho enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo. Não estou aqui dando uma aula de espancamento infantil, mas a vara da disciplina não pode ser afastada da nossa casa.”

A atual política de financiamento da educação praticada pelo Estado burguês, que rouba verbas para pagar a famigerada dívida pública e fortalecer os monopólios do ensino privado, impede que a educação brasileira supere seus problemas e se desenvolva. É interesse do fascismo que o povo brasileiro não tenha acesso a educação de qualidade e a cultura para facilitar a imposição de um governo ditatorial.

Com efeito, somente 14% da juventude acessa o ensino superior. Além disso, milhares de estudantes não conseguem concluir seus cursos por falta de assistência estudantil, restaurantes universitários, bibliotecas, transporte, moradia, entre outras necessidades. Apesar de produzirem ciência e tecnologia, as universidades não recebem investimentos e o governo quer privatizá-las para cobrar mensalidades.

Já as escolas de nível básico são prédios sucateados, onde não tem merenda e água para beber e lavar as mãos. A maior parte desiste de estudar porque vive longe do seu local estudo sem ter acesso ao passe estudantil e amparo do governo. O país tem hoje cerca de 1,2 milhão de jovens entre 15 e 17 anos fora da escola e 49% da população não completou o ensino médio. Outro dado alarmante é a situação do salário mínimo dos professores no Brasil, considerado um dos piores do mundo.

Se depender do grande capital, as universidades e escolas serão esmagadas e o ensino público brasileiro não atenderá aos anseios da classe trabalhadora e a soberania nacional.

O fascista Bolsonaro demonstra que não vai abandonar seu plano de esmagar a educação e os direitos do povo. Por isso, deve ser afastado do cargo imediatamente, sofrer o impeachment e ser julgado por seus crimes contra a humanidade.

Na realidade, o direito de escolher um ministro ou ministra da educação deve passar para as mãos do povo. Afinal, é o povo que sofre diretamente as mazelas de uma educação precarizada. Sabe quais são as necessidades reais da educação e o que precisamos para construir um ensino público, gratuito e de qualidade, com permanência estudantil e valorização dos trabalhadores e das trabalhadoras.

Enquanto um aspirante a ditador continuar na Presidência da República representando os privilégios dos ricos, a classe trabalhadora sofrerá a mais dura política de restrição de direitos. Mas não vão nos calar, pois quem se organiza e luta conquistará um país sem fascismo, com educação de qualidade, democracia popular e justiça social.

*é membro da Coordenação Nacional da União da Juventude Rebelião

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