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Unir a juventude goianiense por uma cidade para o povo

JUVENTUDE COMBATENTE. Militância da UP nas ruas de Goiânia contra o fascismo (Foto: JAV/GO)

A Unidade Popular pelo Socialismo vem cumprindo esse papel de levar uma alternativa realmente popular para a cidade de Goiânia, pois a juventude com consciência de classe também deve ter espaço e vez no parlamento.

Por Letícia Scalabrini
Militante da Unidade Popular pelo Socialismo (UP) e pré-candidata à vereadora de Goiânia

Em Goiânia (GO) há uma cultura política enraizada que sustenta o imaginário de que espaços políticos são ocupados principalmente por homens velhos e ricos à serviço da manutenção de uma sociedade que explora, violenta e mata o povo trabalhador, a sociedade capitalista. Cultura política essa que também dialoga com o governo fascista de Bolsonaro e acredita que, mesmo com todos os retrocessos e ataques que vivenciamos neste governo, ainda vivemos em uma democracia.

Peço atenção para o termo “espaços políticos ocupados”, uma vez que os cargos públicos não pertencem às antigas figurinhas carimbadas da política goiana, ou pelo menos, não deveriam.

A possibilidade da mudança nessas eleições municipais de 2020 indica que é possível acreditar numa outra forma de fazer política, pensada para e com o povo goianiense que vivencia a cidade como ela é. Um povo que paga altas tarifa no transporte coletivo, mora em bairros periféricos,  que frequenta o centro da cidade somente para trabalho, sem acesso à moradia digna, educação, saúde, segurança… Estamos falando de uma luta popular e é aqui que entra o espírito revolucionário da juventude. 

Porém, “o jovem no Brasil não é levado a sério”, já enuncia um dos sucessos da banda Charlie Brown Jr. Nós, jovens, somos retratados muitas vezes de maneira infantilizada, como se quem tem seus 18, 21 ou 24 anos de vida não fosse capaz de opinar ou de representar de forma responsável outras pessoas. Esquecem que nós somos a alternativa para um amanhã melhor e que nossas ideias florescem em alta velocidade. 

Esse pensamento reducionista  faz parte da cultura academicista de que o conhecimento técnico ou profissional em determinado assunto são cruciais. Mas, e a vivência pessoal e a bagagem de experiências que são adquiridas independente da idade ou da formação acadêmica? Um jovem sem teto pode falar com mais propriedade sobre moradia do que um estudioso no assunto, por exemplo.

Inclui-se aqui também os militantes de movimentos sociais, ativistas e engajados socialmente em alguma ação popular ou entidade civil, ávidos por uma sociedade mais justa e empática. Legitimar essa tese é reconhecer que o poder popular é válido e que a juventude com consciência de classe também deve ter espaço e vez no parlamento.

A renovação política pela renovação política não basta. Não basta que haja novos e jovens rostos em cargos políticos. É preciso que esses sejam capazes de lutar contra esse sistema anti-povo, anti-democrático e capitalista. A velha política há muito não representa o interesse popular por uma sociedade com mais justiça social, onde as vidas estejam acima do lucro, ou seja, a sociedade socialista. Essa velha política também inclui a crise do capital, ainda mais agravada pela pandemia da Covid-19 e pelas contradições postas: ricos ficando mais ricos e pobres ficando mais pobres, o Estado se ausentando do seu dever para com a vida pública, falta de emprego, entre outras. 

A Unidade Popular pelo Socialismo vem cumprindo esse papel de levar uma alternativa realmente popular para a cidade de Goiânia e que rompa com os “charlatões” políticos que sobrevivem de legendas partidárias de aluguel e procuram o povo somente para se elegerem. É preciso um partido forte, centralizado, que tenha em sua raiz aqueles e aquelas que são vítimas desse sistema. 

Se ser jovem significa mudança, sejamos nós a mudança que queremos ver no mundo. O futuro é agora!

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