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Israel nega vacina à população palestina

FASCISMO – Enquanto Benjamin Netanyahu toma vacina, povo palestino morre de Covid-19. (Foto: Reprodução/Amir Cohen)

“O objetivo do governo israelense é se utilizar da pandemia para aprofundar a opressão sobre a população palestina, promover um genocídio e fortalecer a ocupação militar sobre os territórios que pertencem historicamente ao povo palestino.”
Heron Barroso

RIO DE JANEIRO (RJ) – A ministra palestina da Saúde, Mai al-Kaila, denunciou que o Governo de Israel bloqueou a entrada de duas mil doses de vacinas Sputnik V destinadas aos profissionais de saúde que atuam nos territórios ocupados. Ainda no começo da pandemia, a ditadura israelense havia proibido a entrada de respiradores e materiais de proteção. Quer dizer, o governo fascista de Benjamin Netanyahu roubou as vacinas palestinas para imunizar sua população em detrimento do povo palestino.

De acordo com a Autoridade Palestina, a previsão era de que pelo menos 50 mil doses da vacina fossem recebidas até o final de fevereiro, mas apenas duas mil foram liberadas. “Sob pressão, [os israelenses] deram apenas duas mil vacinas, enquanto têm 14 milhões de doses. A limpeza étnica é uma política oficial e uma prática comum de Israel. Eles estão tentando fazer essa limpeza na Cisjordânia para que possam anexá-la a Israel. Perdemos muitas pessoas que não deveríamos ter perdido”, denuncia o parlamentar palestino Mustafa Barghouti.

De fato, mais de 170 mil casos e duas mil mortes por Covid-19 foram registrados até o final de fevereiro na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para piorar, devido ao bloqueio israelense, milhares de vacinas estão prestes a perder a validade e serão descartadas.

Dentro de Israel, cresce na população o repúdio a essas atitudes do governo Netanyahu. Ainda mais porque negar vacina aos palestinos agravará a pandemia entre os próprios israelenses, uma vez que mais de 140 mil palestinos cruzam todos os dias a fronteira entre os dois países para trabalhar. Logo, não vacinar os palestinos torna os esforços para o resto do país inúteis.

Na verdade, o objetivo do governo israelense é se utilizar da pandemia para aprofundar a opressão sobre a população palestina, promover um genocídio e fortalecer a ocupação militar sobre os territórios que pertencem historicamente ao povo palestino. Essa agressão precisa ser denunciada e todos os povos do mundo devem exigir o fim desse massacre e que os palestinos tenham, finalmente, seu direito à autodeterminação respeitado.

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