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Assembleia estudantil do IFSP reuniu 170 estudantes e impolsionou atos do 29M em 5 cidades

PELA EDUCAÇÃO – estudantes organizam grande bloco no ato “Fora Bolsonaro” (Foto: A Verdade)

João Gabriel e Sabrina Ferreira 

SÃO PAULO – Entidades estudantis do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) mobilizaram mais de 170 estudantes, de 23 campus, para a assembleia que organizou blocos estudantis no ato “Povo na rua, fora Bolsonaro!” do dia 29 de maio. Os estudantes se somaram à grande unidade dos movimentos sociais, sindicais e de partidos de esquerda que levaram 500 mil pessoas às ruas, e carregaram consigo a defesa da educação pública e a luta contra os cortes na educação.

Os cortes do Governo Federal vêm causando grande impacto na vida dos estudantes nos últimos meses, em especial pela dificuldade das instituições em garantir a execução das políticas de permanência estudantil, gerando uma evasão crescente. Desde janeiro deste ano, os campi do IFSP recebem mensalmente apenas 1/18 do orçamento previsto pela Lei Orçamentária Anual; trata-se de um contingenciamento absurdo imposto sobre uma lei orçamentária que já previa cortes, que foi assinado pela caneta Bic de “Bolsonaro Mãos de Tesoura” e que pode ser responsável, como têm denunciado a comunidade acadêmica, pela paralisação completa das atividades da UNIFESP, da UFRJ e do próprio IFSP ainda em 2021.

Enquanto os estudantes mais pobres são expulsos da rede federal graças aos cortes, o Governo inimigo da educação e da ciência brasileira almoça bifes de R$1799 o kilo, aumenta os salários do alto escalão do governo e compra os votos de deputados do “Centrão”. Em contrapartida, os estudantes do Instituto Federal de São Paulo estão provados no fogo da luta em defesa da educação e suas entidades estão se fortalecendo, pois não os abandona no momento mais difícil como faz o Governo; a representação estudantil no IFSP tem sido construída de maneira séria e consequente, fortalecendo as várias formas de luta possíveis nesse período como: as campanhas de solidariedade que apoiam centenas de famílias de estudantes e de trabalhadores terceirizados, as pressões de maneira online ao Governo, Reitoria e diretoria dos campus, as assembleias estudantis, as panfletagens e o diálogo com a população sobre a atual situação da educação e, agora, as manifestações de rua em conjunto da classe trabalhadora brasileira. Todas essas ações têm repercussão e articulação nacional, através do Movimento Correnteza e da Federação Nacional do Estudantes em Ensino Técnico (FENET), que impulsionam a organização e a luta estudantil desde o início da pandemia.

A alternativa encontrada pelo estudantes das Federais diante do cenário de cortes é claro: lutar não só por suas instituições, mas para que esse governo genocida, governo que trabalha para barrar os pobres das universidades, seja arrancado do Planalto. Essa política foi reafirmada pelas falas dos estudantes durante a assembleia que, além de relembrar o histórico de lutas de entidades combativas como o Grêmio Livre Estudantil Charlie Chaplin e o DA das Licenciaturas Carolina Maria de Jesus, apontaram que diante da luta estudantil já caíram três ministros da educação, Ricardo Vélez Rodríguez (em 4 meses), Abraham Weintraub (em 13 meses) e Carlos Alberto Decotelli (em 6 meses), todos representantes das políticas dos ricos e dispostos a ampliar o lucro dos tubarões do ensino; e que agora a tarefa é derrubar todo o governo descompromissado com a educação, com a segurança, com a saúde e com os trabalhadores.

No dia 29 de maio a rebeldia dos estudantes do IFSP tomou as ruas levantando alto as bandeiras de suas entidades e estendendo suas faixas; o mesmo se repetirá no dia 19 de junho, nova data de mobilização nacional, sob as palavras de ordem:

NÃO VAI TER CORTE, VAI TER LUTA! TIRA A MÃO DO MEU IFSP! FORA BOLSONARO!

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