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Campanha de solidariedade dos estudantes do IFSP já distribuiu mais de 600 cestas básicas

SOLIDARIEDADE – Só na capital de São Paulo, estudantes já distribuíram mais de 400 cestas básicas, mas campanha se espalha também pelo interior do estado (Foto: A Verdade)

Tarcisio de Luca e Sabrina Ferreira

SÃO PAULO – Diante do cenário de aprofundamento da miséria e da fome no Brasil durante a pandemia da Covid-19, os estudantes do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) realizam, desde março de 2020, um trabalho de arrecadação, limpeza, organização, embalagem e entrega de itens da cesta básica para a comunidade escolar.

Cientes de que no capitalismo os estudantes pobres enfrentam difíceis condições de acesso e permanência nas instituições de ensino, o movimento estudantil do IFSP previu a catástrofe social que se abateria sobre o país com a pandemia, assim como as duras consequências que seriam enfrentadas pelos estudantes.

Para auxiliar aqueles que enfrentam a dificuldade de garantir a alimentação, pagar o aluguel e as contas e ainda enfrentar o ensino remoto sem estrutura, além do risco de adoecer e do luto pelas centenas de milhares de mortes no país, o Diretório Acadêmico das Licenciaturas Carolina Maria de Jesus (DALC), o Grêmio Estudantil Charlie Chaplin, os demais Centros Acadêmicos e apoiadores do campus São Paulo do IFSP, entregaram mais 460 cestas básicas; o Centro Acadêmico de Pedagogia Marilena Chaui, no campus Boituva, entregou até hoje mais de 80 cestas na cidade; em diversos outros campus como Sorocaba, São Roque e Campinas também são mantidas campanhas de solidariedade.

ORGANIZAÇÃO – Campus Boituva é exemplo de organização e solidariedade no interior do estado (Foto: A Verdade)

Além de se mobilizar contra a fome, os estudantes do IFSP também fizeram inúmeras lutas pelo acesso à educação de qualidade nesse período, conquistando, por exemplo, o auxílio conectividade (que garantiu que milhares de estudantes tivessem estrutura para acessar o ensino remoto).

O movimento dos estudantes decidiu não deixar a comunidade desamparada por compreender que todas essas mazelas tem uma só fonte: o capitalismo. Hoje capitaneado pelo genocida Jair Bolsonaro, que é responsável tanto pela carestia e a miséria dos trabalhadores quanto pelo desmonte da educação pública no Brasil.

Bolsonaro é o inimigo número um do povo e da educação pública brasileira! Diante disso, o movimento estudantil compreende que a solução para essa situação é ampliar a luta do povo, organizando mobilizações ao lado daqueles e daquelas que lutam cotidianamente para a construção de uma sociedade justa.

Nos dias 29 de maio e 19 de junho os estudantes construíram grandes blocos em defesa da vida e da educação. O Movimento Estudantil combativo nunca saiu das ruas e nelas permanecerá, doando cestas básicas, defendendo a educação pública e construindo uma grande mobilização popular que seja capaz de derrotar o fascismo, a fome e todas as mazelas do povo, além de enviar Bolsonaro de volta para a lata de lixo da história.

PELA EDUCAÇÃO – Bloco dos estudantes é destaque nas manifestações contra Bolsonaro (Foto: A Verdade)

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