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Jovem é vítima de estupro e homofobia em Florianópolis

HOMOFOBIA – Mesmo no mês do Orgulho LGBTQIA+ a violência e a homofobia continuam (Foto: Reprodução)

Mathaus Nascimento Caricate

SANTA CATARINA – No dia 31 de maio, na cidade de Florianópolis – SC, em pleno mês do orgulho LGBTQIA+ e de combate contra a homofobia, um jovem de 22 anos foi vítima de um crime brutal com motivações homofóbicas. A vítima foi abordada no centro da cidade e teve seu corpo violado com objetos cortantes introduzidos no ânus, enquanto sofria estupro coletivo realizado por três homens, que também tatuaram forçadamente a palavra “viado” em seu corpo. Após todas essas agressões e torturas o rapaz foi deixado na rua, onde foi encontrado por policiais, e hoje se encontra internado em estado grave.

A investigação do crime, caracterizado com crime de ódio e injúria, foi iniciada pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DEPCAMI) e depois repassada para a 5ª Delegacia de Polícia da Capital, onde segue sob sigilo para preservar a segurança da vítima e da família. O ocorrido também está sendo acompanhado pelas Comissão de Direito Homoafetivo e Gênero e pela Comissão do Direito da Vítima da Ordem, ambas parte da Ordem dos Advogados do Brasil de Santa Catarina (OAB-SC), que publicou uma nota de repúdio ao episódio: “As Comissões estão diligenciando esforços, junto às delegacias especializadas e entidades de proteção à comunidade LGBT, para obtenção de informações sobre a apuração da autoria do crime e no auxílio jurídico e atenção aos familiares da vítima, manifestando, desde já, toda a solidariedade”.

O crime absurdo é fruto da histórica opressão contra as pessoas LGBTs, uma parcela da classe trabalhadora que sofre uma exploração ainda pior devido à homofobia. No Brasil uma pessoa LGBT+ morre a cada 23 horas, sendo que mais da metade dos assassinatos de LGBTs no mundo ocorre no país; apenas em 2020, 237 pessoas LGBT+ fora vítimas de mortes violentas causadas por homotransfobia: 224 homicídios (94,5%) e 13 suicídios (5,5%), segundo o relatório “Observatório de Mortes Violentas de LGBTI+ no Brasil”.

Bolsonaro, Presidente do país, é um expoente declarado do preconceito contra os LGBT+ e construiu sua figura política sobre valores opressivos das elites do capitalismo, que têm como referência de humanidade a família burguesa, branca e heterossexual. Nesta lógica Bolsonaro e seus eleitores desumanizam e violentam todos e todas aquelas que escapam dessa lógica racista, LGBTfobica e machista, por isso, é preciso organizar a luta pela derrubada desse presidente fascista e pela conquista do poder popular, lutar por todas e todos que já se foram e pelos que ainda sofrem com essas opressões, pois só o socialismo pode proporcionar uma sociedade mais inclusiva, que de fato seja aberta para debater e superar todos os tipos de opressão.

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