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segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Moradores vão às ruas cobrar por Juri popular 1 ano após assassinato de Gabriel

LUTA POR JUSTIÇA – Moradores de Guarapes, em Natal, realizam manifestação em memória e por justiça a Gabriel. (Foto: Jornal A Verdade)

Redação RN


NATAL – No dia 05 de junho de 2020, Giovanne Gabriel desapareceu a caminho da casa de sua namorada, seu corpo foi encontrado 9 dias após uma busca incansável feita por familiares e amigos do jovem.

Após grande mobilização popular de familiares, organizações, partidos e moradores do bairro Guarapes, foi aberto um inquérito de investigação, apontando 4 policiais como principais suspeitos.

Um dos policiais já tinha histórico de crime semelhante, inclusive foi expulso do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE). Os policiais estão detidos até então, aguardando julgamento.

No dia 05 de junho deste ano, um ano depois do seu sequestro e assassinato, dezenas de moradores, a família, a Unidade Popular, UJR, MLB, DCE-UFRN, UESP e a deputada federal Natália Bonavides (PT) ocuparam as ruas do bairro, exigindo júri popular para o caso Gabriel. Seu nome nos faz ver que essa luta é justa. É preciso combater o racismo e por fim a esse genocídio 

O caso Gabriel não é fato isolado e se soma a estatística de 5.660 assassinados pela Polícia Militar apenas em 2020.

A dor da perda

LUTA POPULAR – Movimentos sociais e partidos políticos realizam ato reivindicando juri popular para os assassinos de Gabriel. (Foto: Jornal A Verdade)

“É uma perda que eu não queria ter, não queria passar, não quero que ninguém passe pelo que eu estou passando. Pra mim é muito difícil até estar passando por isso, ter que falar disso, mas, tenho que falar. É uma perda que não vou esquecer jamais, todos os dias eu lembro […] A gente tem que lutar por justiça para que isso não aconteça com outras pessoas!”, relata Jeová (Pai de Gabriel e militante da Unidade Popular).

Se passou um ano do brutal assassinato, mas as marcas da perda continuam na família e no bairro em que o jovem morava.

“O meu dia a dia sem meu filho é muito difícil, eu chegar do trabalho e não ter mais o meu filho ali me esperando pra colocar a janta dele, não ter ele pra me chamar de mãe… é muito difícil suportar toda essa mudança.”, relata Priscila (Mãe de Gabriel e militante da Unidade Popular).

O jovem sonhava em ser músico. Um dia após seu desaparecimento tinha gravado seu primeiro rap na casa de seu amigo, que infelizmente foi perdido, pela má estrutura de gravação improvisada.

“Eu fiquei muito triste ao saber que ele morreu e isso que fizeram com ele foi uma covardia!”, Relata com pesar Diogo (Amigo de Gabriel)

Gabriel foi assassinado, mas sua lembrança permanece em todos que lutam para que justiça seja feita, e por um mundo melhor. 

Guarapes resiste!

Gabriel presente!!!

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