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quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Secretário de Doria ameaça demitir ferroviários por greve

Ferroviários de São Paulo realizaram greve no dia 24 deste mês. Foto: Reproduçao

Movimento Luta de Classes – SP


SÃO PAULO – Ontem, dia 24, em meio à greve nas linhas 11- Coral, 12 – Safira e 13 – Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o secretário de transportes metropolitanos do governo Dória, Alexandre Baldy, em entrevista a um programa de televisão, afirmou que faria cerca de dez demissões. Numa postura autoritária e antissindical, o próprio secretário declarou que os desligamentos se dariam para “dar exemplo”.    

INTRANSIGÊNCIA DA CPTM MOTIVOU GREVES

O indicativo de greve dos ferroviários das linhas 11- Coral, 12 – Safira e 13 – Jade havia sido anunciado há pelo menos uma semana. A mobilização se deu pela intransigência da CPTM em ceder reposição salarial. A última proposta da empresa limitou-se a conceder aumento correspondente a inflação com pagamento do retroativo parcelado em dez vezes a partir de fevereiro de 2022. Diante disso, os ferroviários ratificaram a greve, paralisando a linha 11 parcialmente e as linhas 12 e 13 totalmente desde a meia-noite do dia 24.

Com a paralisação, a CPTM recuou e se comprometeu em fazer o pagamento em cinco parcelas a partir de outubro deste ano. A CPTM chegou a anunciar que irá rever as demissões feitas devido à greve.No dia 15 de julho, ferroviários das linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa também paralisaram as atividades, reivindicando reajuste salarial e o pagamento da Participação nos Resultados. A mobilização obrigou a CPTM a negociar as demandas da categoria.   

Foto Regiane Bento/ Diário de Suzano

CATEGORIA NÃO ADMITIRÁ RETALIAÇÕES

O governo Dória nunca escondeu os planos de implementar concessões e privatizações. As consequências dessa política são sentidas na pele pelos servidores estaduais e com os ferroviários não tem sido diferente. Existe um claro desinvestimento público na CPTM junto com uma crescente desvalorização dos funcionários. A categoria não aguenta mais tanto desrespeito e demonstrou isso com a realização de duas importantes greves nos últimos dois meses, que repercutiram em todo o país.

Numa clara tentativa de barrar o ímpeto às lutas, a diretoria da CPTM e o secretário Baldy têm usado a mídia para distorcer as demandas da categoria, anunciam falaciosamente estudos para privatizar linhas da CPTM como resposta às últimas greves e ameaçam demitir ferroviários para “dar exemplo”. Especialmente diante desta última ameaça, a categoria está a postos para dar uma resposta à altura: greve em todas as linhas da CPTM. Chega de desrespeito às ferroviárias e aos ferroviários!

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