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domingo, 7 de agosto de 2022

Ato em defesa de terras indígenas incendeia estátua de colonizador português

Monumento de Pedro Álvares sendo incendiado no bairro da Glória, Zona Sul do Rio de Janeiro. (Fonte: Coletivo Uruçu Mirim)

Ontem (24), manifestantes incendiaram estátua do colonizador e invasor português Pedro Álvares Cabral, no Rio de Janeiro. Ação foi contra o Marco Temporal na demarcação de terras indígenas. Monumento representa os invasores que dominaram as terras indígenas e que realizaram um dos maiores genocídios da história da humanidade. 

Igor Barradas | Redação Rio

LUTA POPULAR Na madrugada deste terça-feira (24), manifestantes incendiaram o monumento do invasor português Pedro Álvares Cabral, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A ação foi em protesto contra o marco temporal proposto pelo ruralistas e o genocídio em curso do governo de militares de Bolsonaro contra o povo indígena.

O marco temporal está sob julgamento do STF durante essa semana. Se aprovado, alterará a legislação da demarcação de terras indígenas, permitindo a expulsão dos povos originários de suas terras nativas e abertura de seus territórios para explorações predatórias de grileiros e latifundiários. As demarcações de terras indígenas são um direito fundamental dos povos originários, previsto na Constituição Federal. 

De acordo com o marco temporal, uma terra indígena só poderia ser demarcada caso for comprovado que os indígenas estavam sobre a terra requerida no dia no dia 5 de outubro de 1988, ou seja, na própria data da promulgação da Constituição.

Estudos arqueológicos afirmam que muito antes dos europeus invadirem as terras indígenas, inúmeros povos já viviam em abundância e construíam sociedades sem exploração. Entretanto, para a bancada ruralista, quem estiver fora da área nesta data, não possui o direito a pedir sua demarcação.

O significado do ataque a monumentos que homenageiam genocidas

Nos últimos tempos, inúmeros monumentos que homenageiam colonizadores, ditadores e escravistas estão sendo incendiados ou derrubados pela população. O incêndio da estátua de Pedro Álvares Cabral, conhecido por ter “descoberto” o Brasil, é um exemplo dessa movimentação.

Os colonizadores foram os responsáveis pela morte e escravização de milhões de nativos indígenas. Propagaram epidemias, impuseram religião e costumes europeus em ordem de dominar estes povos.

Ao mesmo tempo, tem aumentado a reivindicação para a construção de monumentos de nossos verdadeiros heróis. Movimentos sociais tem reivindicado a construção de estátuas e marcos homenageando os povos indígenas que lutaram contra a colonização, lideranças negras que lutaram contra a escravidão ou brasileiros que se dedicaram na luta contra a Ditadura Militar Fascista.

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