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segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Bolsonaro corta verba do IPEN e deixa pacientes com câncer sem remédio

Foto: Reprodução

Adriele Pereira



SÃO PAULO – Bolsonaro corta a verba do Instituto de Pesquisa Energética e Nucleares (Ipen) impedindo fabricação de remédios que utilizam radiação para serem produzidos. Estes remédios não podem permanecer em estoques. pois devem ser consumidos imediatamente. Diversos pacientes que dependem desses remédios já estão internados e há casos de morte. O Ipen é o único que produz alguns remédios e a cada uma hora sem esse remédio o dano é imensurável. 

Segundo o site do Instituto, R$89,7 milhões são necessários para continuar a produção até dezembro. O corte do governo federal foi de cerca de 50% da verba. No ano passado foram repassados R$165 milhões, sendo que neste  ano chegou apenas a R $91 milhões. O Ipen solicitou uma verba extra para complementar esse valor, mas precisa da aprovação do congresso nacional e do presidente.


Não existe outra forma de chamar esse governo que não seja governo da morte. A cada uma hora sem remédio famílias perdem pessoas queridas que poderiam ser salvas se o governo não fizesse esperar na fila o remédio que é um direito, por mais que digam que não é um direito, radiofármacos e radioisótopos, entre eles remédios como lutécio 177, e lutécio-dotatate. O estadão teve acesso ao um documento do Ipen em que eles declararam que a ausência temporária dos geradores de 99mo/99mtc e dos radiofármacos aos hospitais e as clínicas no país resulta em grandes transtornos familiar.

“É triste você saber que hoje você está bem e em questão de horas você não estará. A vida de quem está sujeito a esses tipos raros de câncer vive em um desnível como se estivesse sempre em uma gangorra, você tem certeza de que está bem agora mas daqui a pouco pode não estar. A única coisa que podemos fazer é se juntar e não se entregar na fraqueza  do hoje para resistirmos no dia de amanhã.” relata Mariana, 35 anos, uma das pessoas que deixarão de fazer o tratamento devido a falta do remédio.

O Bolsonaro é um genocida, um miliciano corrupto fascista que demonstra a cada dia mais com suas atitudes que não deseja outra  coisa a não ser a morte para o povo trabalhador e pobre do Brasil. No país com salario mínimo de R$ 1.500,00, esses remédios custam mais de R$ 2.500.00 mensais. Precisamos urgentemente derrubar Bolsonaro, sua política da fome, do desemprego e da corrupção no Brasil, construir um poder que esteja na mão do povo, quando situações como essas de não fabricação de remédios, não será mais realidade.

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