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domingo, 4 de dezembro de 2022

O atentado contra Lênin e suas lições para os revolucionários

Davi Souza Dias
Campos dos Goytacazes (RJ)


HISTÓRIA – Vladimir Ilyich Ulianov Lênin, revolucionário russo bolchevique que liderou a primeira revolução socialista vitoriosa da história e o primeiro Estado dos trabalhadores, faleceu em 21 de janeiro de 1924 – há 98 anos.

No aniversário da morte de Lênin, nunca é demais lembrar: ele foi assassinado. Assassinado não por um czarista, mas pela anarquista Fanny Kaplan.

Kaplan o achava “autoritário” e “traidor da revolução” por defender a retirada da Rússia da guerra com a Alemanha e construir o Estado proletário. Por isso, em 1918, lhe deu dois tiros quando Lênin saía de uma reunião com trabalhadores numa fábrica. Foi presa e executada por seu hediondo crime. Lênin foi socorrido e sobreviveu, mas as sequelas aceleraram sua morte anos mais tarde. 

De fato, em que pese Lênin ter morrido somente em 1924, a bala de Kaplan lhe causou sequelas das quais ele jamais se recuperaria. Sua saúde nunca mais foi a mesma e só se deteriorou. 

O líder bolchevique tinha apenas 48 anos quando o atentado ocorreu. Ele poderia ter vivido até os 70 ou 80 anos, como seu camarada Stálin, não fosse a bala de uma anarquista.

Para os anarquistas, os comunistas são tão inimigos quanto os capitalistas. Para eles, ambos são “autoritários”. Atiraram em Lênin, promoveram um levante contrarrevolucionário em Kronstadt contra o Poder Soviético, atrapalharam o máximo possível o esforço de guerra contra o fascismo franquista na Espanha, apoiaram a contrarrevolução na Hungria, em 1956, no Leste Europeu, em 1989, e na URSS, em 1991. Até hoje, apoiam qualquer tentativa de golpe da CIA travestido de “levante popular” contra governos não alinhados aos interesses dos Estados Unidos. 

Alguns pretensos “comunistas” também possuem o mesmo discurso anticomunista, especialmente quando passam mais tempo acusando outras organizações populares de “pelegos”, “oportunistas”, “revisionistas” e “eleitoreiros” do que a burguesia e o fascismo.

Não é porque alguém se diz “de esquerda” que é um companheiro de verdade. E isso vale tanto para a turma de irreal discurso “ultrarrevolucionário”, como para a turma da “frente ampla”, que defende abandonar princípios e se aliar com a burguesia mais reacionária em nome da “democracia”.

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