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segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Interventor Bulhões segue entravando a exigência de comprovação vacinal na UFRGS

Geraldo Jotz (PROIR), Alceu Moreira (MDB), Milton Ribeiro (Ministro da Educação), Carlos André Bulhões (Interventor) e Mauricio Viégas da Silva (Chefe de Gabinete do Reitor), em reunião em 2020. Foto: Reprodução.

Movimento Luta de Classes/RS

A comunidade universitária foi (nem tanto) surpreendida com um banner na página inicial da UFRGS alertando que a Universidade não exige comprovação de vacinação para adentrar suas dependências.  

Em mais um episódio de desprezo total pelas decisões do órgão deliberativo máximo da Universidade, o interventor Carlos Bulhões desacata a resolução do CONSUN que torna obrigatória a apresentação de comprovação vacinal contra a COVID-19 para realização de atividades dentro da Universidade. O interventor segue tentando “medir forças” com o Conselho Universitário desde a reforma administrativa que realizou na Reitoria sem qualquer aval da comunidade. De fato, o CONSUN ordenou que a reforma fosse revertida, o que foi apenas parcialmente acatado pela Reitoria, mantendo-se a Pró-Reitoria de Inovações e Relações Insitucionais – PROIR, órgão que comanda de fato a Administração Central e é chefiado por Geraldo Jotz. A PROIR inclusive fechou a Colônia de Férias da UFRGS em Tramandaí, o que gerou grandes protestos de estudantes e servidores e levou a um grande ato presencial em frente à Colônia.

Mantém-se necessária a atuação da comunidade universitária para que seja implementada a exigência do comprovante vacinal, uma vez que já resta comprovada a grande importância da vacina para a diminuição dos quadros graves e mortes pela COVID. Tal ato monocrático do Interventor, sob o pretexto de defender as ditas “liberdades democráticas”, segue a cartilha do negacionista Ministro da Educação Milton Ribeiro e serve para agradar os setores mais reacionários da sociedade, incluindo o Governo Federal em si. Aliás, Governo esse que faz de tudo para agravar ainda mais a situação sanitária do nosso país, atrasando a vacinação e promovendo a desinformação. Decisão liminar proferia pelo ministro do STF Ricardo Lewandowski no fim do ano invalidou ato do Ministério da Educação que proibia a exigência do passaporte vacinal. Hoje, o ocorre o julgamento da liminar em sessão virtual do plenário do STF.

 O desprezo com a vida dos trabalhadores e estudantes das Universidades demonstrado pelos interventores Brasil afora é apenas mais um dos motivos para nos mobilizarmos para derrubar tais reitorias e o Governo Federal. Foi aprovada em assembleias da ASSUFRGS e ANDES a adesão ao calendário nacional de mobilizações dos servidores públicos federais com as exigências de arquivamento da PEC 32 (Reforma Administrativa) e reajuste salarial de 20% para toda as categorias. Caso essas demandas não sejam atendidas, há o indicativo de greve a partir de 9/3.

Trabalhemos para que este movimento seja o início do fim da intervenção nas Universidades Públicas e deste governo fascista de Jair Bolsonaro, dos militares e dos banqueiros. Devemos utilizar nossos direitos conquistados até aqui, como a estabilidade, para fazer um grande movimento que contagie e apoie as outras esferas do serviço público e a classe trabalhadora como um todo. Isso ajudará a construir uma grande greve geral, a real força que pode abalar as estruturas desse poder corrupto e ineficaz.

Chamamos os colegas de setores em que o comprovante vacinal não esteja sendo exigido ou que essa exigência esteja sendo flexibilizada a organizarem em seu local de trabalho reuniões para debater formas de se defender contra esse ataque à nossa saúde, o que pode tomar forma de paralisações ou outras manifestações. Para tanto, o Movimento Luta de Classes se coloca à disposição dos técnicos, docentes e terceirizados que desejem lutar contra essa reitoria e o governo.

Ainda, participemos das atividades de mobilização do serviço público federal, organizando junto aos representantes sindicais e os sindicatos reuniões nos locais de trabalho para debater o tema da mobilização contra a PEC 32 e pela recomposição salarial e a eventual greve. Somente coletivamente e de modo organizado teremos condições de vencer este governo fascista e seus lacaios nas Universidades e Institutos Federais.

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