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sexta-feira, 30 de setembro de 2022

71% da população do Nordeste vive em insegurança alimentar

71% da população do Nordeste vive em insegurança alimentar, segundo a Rede Penssan. Situação é fruto das políticas neoliberais de corte nos investimentos sociais nos últimos anos.

Augusto Rocha

Natal


BRASIL – Em 2021, segundo dados da Rede Brasileira de Estudos e Pesquisas em Soberania e Segurança Alimentar (Rede Penssan), apenas 44,8% dos brasileiros encontram-se em segurança alimentar, o que significa que mais da metade da população brasileira – cerca de 55,2% -, encontra-se em situação de insegurança alimentar, seja leve, moderada ou grave. Da mesma forma, verifica-se o aumento expressivo da insegurança alimentar grave, que em termos gerais quer dizer que a fome no Brasil voltou a ser uma realidade.

O quadro de fome piora quando focamos na situação das regiões Norte e Nordeste, visto que a Norte conta com 63,1% da sua população em insegurança alimentar (somando leve, moderada e grave) e a Nordeste com 71,9%.

A análise dos indicadores de pobreza e de desigualdade mostra que ocorreu agravamento nos indicadores da insegurança alimentar, da pobreza e do desemprego. Isso é resultado das medidas neoliberais, que corta os investimentos sociais e na garantia de direitos da população mais pobre. Na prática, Estado encontra-se de “calças curtas” para enfrentar o agravamento da pobreza e desigualdade.

Apesar dos impactos do neoliberalismo para atuação do Estado, do agravamento da pobreza e da desigualdade na realidade brasileira, a resistência popular aumentou nas ruas em plena pandemia. Esta situação demonstra que não estamos diante de um fatalismo.

Tanto a atuação do Estado quanto os rumos da sociedade no futuro encontram-se em disputa. Apesar desse país desigual e injusto ainda não estar efetivamente a serviço de seu povo, ainda há resistência na realidade com os movimentos sociais lutando para que este país possa ser um dia, uma terra “além do capital”. Um país de todo homem e de toda mulher, como diz os versos do poeta socialista Drummond, anunciando a “Cidade prevista”, onde haverá “uma cidade sem portas, de casa sem armadilha, um país de riso e glória como nunca houve nenhum. Este país não é meu nem vosso ainda, poetas. Mas ele será um dia o país de todo homem”.

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