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segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Estudantes e trabalhadores fazem segundo ato pela melhoria do transporte público e Natal/RN

“Para resolver a questão do transporte público, defendemos que o nosso direito de ir e vir não seja tratado como uma mercadoria. Não podemos colocar esse direito nas mãos dos empresários, que querem sempre lucrar, e não garantir uma mobilidade urbana boa de fato. Temos que pensar numa empresa pública de transporte urbano” –  Samara Martins, vice presidenta nacional da Unidade Popular (UP).

Louise Chacon
Natal/RN


Luta Popular – No dia 5 de maio, os estudantes secundaristas e universitários de Natal (RN) se uniram aos trabalhadores e movimentos sociais para denunciar o descaso com o transporte público do atual prefeito Álvaro Dias (Podemos) na capital. Eles saíram do campus central da UFRN em direção à parada do circular da Universidade. As principais pautas defendidas foram o retorno de 100% da frota dos ônibus na cidade, o passe livre e a estatização do serviço de transporte coletivo em Natal e região. 

Estiveram presentes a União da Juventude Rebelião (UJR), o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e as demais forças que constroem a Unidade Popular pelo Socialismo (UP). 

“Negar o direito ao transporte é negar o acesso à educação. Muitos estudantes não moram perto de onde estudam, e muitas vezes precisam faltar às aulas porque não têm dinheiro para pagar a tarifa do ônibus. Então, a maior dificuldade enfrentada hoje por esses estudantes é chegar na sala de aula”, comentou Lorran Silva, coordenador geral do DCE José Silton Pinheiro e militante do Movimento Correnteza. 

A diminuição da frota de ônibus em Natal se deu com o início da pandemia de covid-19. No entanto, mesmo com o retorno das aulas presenciais para os estudantes e da maioria das atividades dos trabalhadores, a frota do transporte público segue em somente 50% de sua totalidade. 

Vale lembrar que, no mês passado, o TJ-RN (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte) determinou que a Prefeitura de Natal retomasse 100% da frota de ônibus, decisão ainda não respeitada pelo prefeito Álvaro Dias e pela Seturn (Sindicato das empresas de transportes urbanos).

“Para resolver a questão do transporte público, defendemos que o nosso direito de ir e vir não seja tratado como uma mercadoria. Não podemos colocar esse direito nas mãos dos empresários, que querem sempre lucrar, e não garantir uma mobilidade urbana boa de fato. Temos que pensar numa empresa pública de transporte urbano”, afirmou Samara Martins, vice presidenta nacional da Unidade Popular (UP).

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