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terça-feira, 28 de junho de 2022

Trabalhadores em Natal realizam greves para garantir seus direitos

Apesar dos ataques de Alvaro Dias (PSDB), servidores de Natal lutam por seus direitos. Exemplos dessas lutas são os servidores da educação e da saúde.

Matheus Araujo e Augusta Rocha
Redação RN


Trabalhador Unido – O centro de Natal virou um grande palco de diversas lutas populares no último mês. Em frente a Prefeitura quase todo dia é realizada alguma manifestação contra a atual gestão (PSDB), são sindicatos, movimentos sociais e entidades estudantis que realizam grandes lutas contra o Prefeito fascista da capital potiguar.

Álvaro Dias foi eleito em primeiro turno nas eleições de 2020, de lá pra cá vem jogando a cidade em um completo abandono, negando direito aos servidores públicos, retirando linhas do transporte público e realizando despejos.

Greve dos professores é criminalizada pela justiça

Uma das categorias que realizou uma greve foi a dos professores da rede municipal que lutam pelo reajuste de 34,33% nos salários conforme estabelecido em lei federal. Apesar da lei, a Prefeitura tucana não atualiza o salário dos professores e assim desde o ano passado eles realizam uma grande luta para que o reajuste seja respeitado. A gestão também negou o diálogo com a categoria várias vezes, chegou a mandar um projeto para a câmara dos vereadores que na prática diminuía o salário dos professores.
A justiça, de forma reacionária, atendeu os pedidos do Prefeito Álvaro Dias, e ordenou o fim da greve, em uma primeira decisão realizou uma multa de 10 mil reais diários caso a greve continuasse. Os professores continuaram em luta e se recusaram a acabar com a greve, ocupando a Secretária de Educação do município. Mais uma vez a justiça ficou do lado do Prefeito, aumentou a multa para 30 mil, proibiu o sindicato de chegar perto de órgãos públicos com a permissão da Prefeitura usar a polícia militar para reprimir os atos, e ainda ordenou o bloqueio das contas dos diretores do sindicato. Com a nova decisão os professores foram obrigados a encerrar a greve.


Trabalhadores da saúde já estão há mais de um mês em greve

Os trabalhadores da saúde também iniciaram uma greve, logo no começo de abril, que ocorreu depois da prefeitura negar o reajuste dos trabalhadores e fechar o Hospital Municipal de Natal. Álvaro Dias fez toda sua campanha enaltecendo o fato de ser médico, mas na prática sucateou ainda mais a saúde pública. Cid Oliveira, militante do Movimento Luta de Classes (MLC) e servidor municipal relata que: “a categoria da Saúde representada pelo Sindsaúde constrói e mantém uma importante greve para lutar por um reajuste digno. Além do desmonte do Hospital Municipal de Natal e outras pautas referentes ao descaso que Álvaro Dias trata a saúde em Natal!”
A greve na saúde completou um mês no dia 11 de maio, com uma ampla adesão da categoria e construindo atos praticamente diários espalhados pela cidade. Essa resistência tem se fortalecido a cada dia, mas o Prefeito segue sem realizar o mínimo diálogo com os trabalhadores da saúde e alega não ter recursos.

Não falta dinheiro para garantir direitos, falta vontade do Prefeito

A realidade é que não falta dinheiro no município, um exemplo é que no final de março a câmara aprovou em regime de urgência um projeto de lei que cria novos 90 cargos comissionados, impactando em mais despesas para a prefeitura que durante  4 dias da votação do projeto dos cargos comissionados falava para os professores que não possuía recursos para o reajuste dos salários.  Cid relata o descaso que sofrem os servidores em Natal: “Os servidores e servidoras Municipais de Natal estão há 8 anos sofrendo na mão das gestões neoliberais de Carlos Eduardo e agora a de Álvaro Dias. São anos de muitas derrotas para os servidores tais como a Reforma da Previdência, que aumentou de 11% para 14% a taxa de contribuição, além das péssimas condições de Trabalho e de salários e gratificações congelados por anos! Portanto o MLC e a Unidade Popular pelo Socialismo (UP) propõem a mobilização e a luta das categorias do serviço Municipal que não tiveram ganho real algum nesse reajuste, pois somente assim a classe trabalhadora pode avançar e ter ganhos.”

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