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quarta-feira, 25 de maio de 2022

Trabalhadores residentes entram em greve na Prefeitura de Campinas

Profissionais residentes de várias áreas entraram em greve no mês de abril em Campinas reivindicando pagamentos das bolsas que estão atrasadas, além de exigirem o auxílio transporte e alimentação. A paralisação também conta com apoio do movimento estudantil da região. 

Redação Campinas


CAMPINAS (SP) – No último dia 13,  os residentes se reuniram em Assembleia virtual para debater o atraso no pagamento das bolsas por parte do Ministério da Saúde e deliberaram a greve por tempo indeterminado, até o pagamento completo das bolsas.

Os residentes multiprofissionais são profissionais da área da saúde, já graduados, que entram no programa para formação em nível de pós-graduação, especialização. São profissionais enfermeiras(os), terapeutas ocupacionais, nutricionistas, fonoaudiólogas(os), psicólogas(os), fisioterapeutas, professoras(es) de educação física, assistentes sociais, dentistas e farmacêuticas(os), que atuam na atenção básica à saúde, nos centros de saúde.

As reivindicações que justificaram a greve é o atraso no pagamento das bolsas vindas no Ministério da Saúde, o fim dos atrasos nos pagamentos, a reivindicação por um dia fixo desse recebimento, a existência do auxílio transporte e auxílio alimentação (no caso desta residência específica) e a garantia de não reposição dos dias de greve. O Fórum Nacional de Residentes em Saúde (FNRS), coletivo responsável pelo movimento estudantil dos residentes, também está apoiando as greves locais, e tirou coletivamente uma greve nacional a partir do dia 14/04, culminando num ato nacional no dia 19/04.

Gabriela Garcia, residente em serviço social fala sobre a importância da greve: “a gente vê como um instrumento muito importante de mobilização social, pra que a sociedade também fique sabendo das condições de trabalho dos profissionais de saúde […] a gente trabalha 60 horas semanais e não tem direito nem ao vale transporte e nem ao vale alimentação e ainda pra dificultar estamos com a bolsa atrasada, que é nossa renda. Enfim, a gente trabalha pra fortalecer o SUS, pra lutar por ele, pra que o serviço público seja de qualidade”.

Os residentes fazem jornadas extenuantes de 12h diárias que incluem atividades no campo e em aulas, o vale alimentação e transporte não são regulamentados nacionalmente (ficando à critério de cada programa, localmente), são tratados frequentemente como mão de obra barata dentro dos locais de atuação, sofrem com os desvios de função nos centros de saúde e com a falta de estrutura de centros de saúde, falta de salas e equipamentos, que influenciam diretamente no direito à saúde dos usuários do SUS.

O Governo federal mostra seu descaso com a saúde mais uma vez, pois no ano passado, nacionalmente os residentes realizaram uma greve de vários dias, reivindicando justamente o pagamento da bolsa, também atrasada, e mais uma vez isso se repete. O governo de Bolsonaro e seus aliados grandes empresários, militares e milicianos tenta a todo custo acabar com o povo trabalhador do país, o negacionismo destes é responsável pelo assassinato de centenas de milhares de pessoas durante a pandemia, o desemprego atinge mais de 12 milhões de pessoas, a miséria cresce a cada dia, o custo de vida impede o povo de viver.

Regionalmente também não é diferente, o Governo Dário (Republicanos), implementa no SUS a política de Bolsonaro e Dória, de precarização, privatização e terceirização de um dos sistemas de saúde mais importantes do mundo. Fazem questão de desvalorizar os servidores públicos, os profissionais da saúde e todos aqueles que lutam para garantir a vida em primeiro lugar.

A greve é um exercício democrático e necessário para os trabalhadores garantirem seus direitos, denunciar o capitalismo e mostrar que somente com luta, organização e coletividade a vida muda.

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