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quarta-feira, 25 de maio de 2022

Vereador Renato Freitas sofre perseguição racista em Curitiba

Redação Paraná

O Conselho de Ética da Câmara de Vereadores de Curitiba votou ontem (10) pela cassação do mandato do vereador Renato Freitas, do Partido dos Trabalhadores (PT). Com cinco votos a dois, a mesma Câmara, que não decide sobre crimes de outros parlamentares acusados de rachadinha, que é conivente com os esquemas de retirada de direitos do povo trabalhador, age de maneira golpista contra um dos parlamentares mais combativos da casa.

O vereador Renato Freitas está sendo acusado injustamente de quebra de decoro por “invadir” a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e, portanto, de ter perturbado e interrompido a missa na Igreja do Rosário, além do crime de violação de prática religiosa. Contudo, nas filmagens fica claro que a missa já havia acabado e que a Igreja estava vazia no momento da ocupação pacífica por parte dos manifestantes, que denunciavam o cruel assassinato de dois homens negros: Moïse Kabagambe e Durval Teófilo Filho.

Com a decisão do Conselho de Ética, o processo irá para o plenário da Câmara, onde poderá ser instaurado um decreto formalizando a cassação. Em contrapartida, desde ontem, já há mobilizações em defesa do mandato de Renato Freitas.

Na realidade, estas acusações são uma falácia e tentam mascarar o real motivo da cassação de Renato Freitas. Renato tem feito uma atuação incisiva denunciando os crimes contra o povo trabalhador. Ele está sendo cassado porque escolheu lutar pelo povo.

Esta tentativa de cassar seu mandato vai ao encontro da tendência do governo golpista de Bolsonaro, que vive ameaçando a frágil democracia burguesa, que busca pelas próprias instituições barrar aqueles que lutam em prol dos trabalhadores. A burguesia, a classe dominante deste país, joga sujo contra os interesses dos trabalhadores e trabalhadoras. Por meio de suas intuições tenta dar um tom de constitucionalidade em seus atos, alegando que segue os supostos ritos democráticos.

Portanto, reforça-se que a única saída é pela organização povo trabalhador, nos bairros, vilas e favelas, nos locais trabalhos. Somente com a mobilização do povo poderemos superar esta situação e construir uma sociedade verdadeiramente democrática. O jornal A Verdade e a Unidade Popular (UP) se somam nessa luta contra a ameaça dos golpistas, dos inimigos dos interesses do povo, em barrar um mandato popular.

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