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terça-feira, 28 de junho de 2022

Privatização da Eletrobras é crime contra o povo brasileiro

De maneira geral, as privatizações são apenas formas de repassar ao capital privado a riqueza que é do povo, ou seja, são uma corrupção legalizada.  Bolsonaro  prepara a maior privatização do mundo em 2022, a venda da Eletrobras, a empresa de energia brasileira que garante a soberania energética nacional, que representa 30% da produção nacional, e é a maior empresa de energia da América Latina.

Willian Poiato


Um passado assombroso: O governo Bolsonaro do Partido Liberal segue avançando no processo de privatização da Eletrobras. Ao todo são 38 grandes privatizações prometidas pelo governo  fascista aos grandes banqueiros e à burguesia internacional.

Não é a primeira vez que um governo entreguista assume Brasília, em 1995  Fernando Henrique Cardoso (PSDB) iniciou a primeira grande onda de privatizações  no país. Duas delas foram mais escandalosas: Vale do Rio Doce (Mineração) e Telebras.

Vale do Rio Doce, empresa de mineração, foi privatizada em 1997 por um valor de 3,3 bilhões de reais, ¼ do seu valor de mercado. Não bastasse isso, a empresa, agora privada, acelerou processos de desgaste ambiental que chegaram ao seu pico nos rompimentos de Mariana e Brumadinho em Minas Gerais, nos anos de 2015 e 2019 e que levaram destruição e morte para o povo brasileiro, enquanto distribuiu lucros absurdos aos seus acionistas: R$ 121,2 bilhões em apenas um ano. Perda e roubo descarado aos brasileiros, meio ambiente e ao planeta  e que segue impune.

Telebrás  foi mais um golpe ao povo, sob a batuta de FHC (PSDB), vendeu-se uma empresa estatal estratégica, apesar da ilusão de melhora, em 2014 o Brasil se mantinha o 9° país com pior velocidade de internet banda larga, a empresa Netflix confirmou o mesmo dado em 2016, em 2013 foi constatado pela ONU que o país também tinha o minuto de celular mais caro do planeta, se mantendo entre os 10 mais caros até hoje. Segundo o grupo alemão Cuponation, o Brasil também está entre os 30 países com a internet mais cara do mundo. Serviço caro e de péssima qualidade, mas que por outro lado rende ao bolso dos estrangeiros. Somente a TIM, controlada pela Telecom da Itália,  explorou  R$ 419 milhões no primeiro trimestre de 2022.

Até agora parece que falamos apenas de um governo incompetente e uma sequência de governos coniventes em seguida, mas abundam provas que foram as próprias empresas, ou seja, seus donos ricos, que construíram pontes com políticos, com direito a dinheiro indevido, negociações a portas fechadas e toda a novela que já conhecemos, claro impune. Um exemplo são os áudios  descobertos em 1999 de conversa no BNDES onde FHC tenta favorecer uma das empresas participantes da partilha do setor de telecomunicações brasileiro. Centenas de outras privatizações mostraram as relações promíscuas entre o governo de plantão e os grandes ricos. 

Uma política sem futuro:

O mundo reestatiza os serviços públicos, a Europa soma mais de 800 empresas que prestam serviços ao povo reestatizadas por pressão popular, os europeus lutaram contra um preço alto, baixa qualidade e uma mentalidade que visava aferir lucros apenas, ou seja, tirar do povo por meio de taxas, multas, pedágios, etc.  Enquanto isso, o Brasil de Bolsonaro  prepara a maior privatização do mundo em 2022, a venda da Eletrobras, a empresa de energia brasileira que garante a soberania energética nacional, que representa 30% da produção nacional e é a maior empresa de energia da América Latina.

De maneira geral, como vimos, as privatizações são apenas formas de repassar ao capital privado a riqueza que é do povo, ou seja, são uma corrupção legalizada. Por este motivo a Unidade Popular (UP), os movimentos sociais que a constroem e seu pré-candidato à Presidência  Léo Péricles fazem questão de levantar a bandeira contra as privatizações e mais, pela reestatização do patrimônio perdido. Temos desde já o compromisso de luta contra mais este crime de lesa pátria. 

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