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quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Ocupação Carlos Marighella é vítima de racismo e moradores são usados pela mídia

Caio Mago e Isabella Tanajura


SALVADOR (BA) – Na manhã do dia 02 de Agosto, após o assassinato de uma estudante de 14 anos próximo à sede do Comando Geral da Polícia Militar, a Polícia Civil da Bahia realizou uma série de operações acompanhada pela mídia, tentando desesperadamente esconder da sociedade civil sua incapacidade de lidar com a segurança pública. A Ocupação Carlos Marighella organizada pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) resiste há um ano às ameaças da especulação imobiliária e foi alvo de mais uma operação ilegal realizada sem mandato pela Polícia Civil. Moradores foram expostos, revistados e fotografados. Não é a primeira vez que a Ocupação é vítima desse tipo de ação, motivada pelo racismo policial e pela gentrificação do Centro Histórico de Salvador. A mídia burguesa apoiada por empresários acusa o prédio de “favelização” e durante os protestos Fora Bolsonaro do dia 16 de Julho alegaram que a manifestação se tratava de uma resposta à reintegração de posse, o que sequer aconteceu.

A política de segurança pública adotada pelo Governo do Estado da Bahia, na figura de Rui Costa (PT), se mostra cada dia mais obsoleta e ineficaz, servindo apenas para agradar as elites e multiplicar o número de jovens pretos assassinados. Na prática, a repressão policial só aumenta e é incapaz de diminuir a violência urbana. É necessário dar lugar a políticas de moradia, lazer, reforma urbana, educação e saúde públicas, porque somente através da dignidade a nossa juventude ficará longe do crime.

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