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terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

25 de novembro é o Dia Internacional de Luta contra a Violência à Mulher

Dia 25 de novembro é o Dia Internacional de Luta contra a Violência à Mulher. A data marca o assassinato das irmãs Mirabal (Minerva, Patria e Maria Tereza), mortas brutalmente por lutarem contra a ditadura fascista de Rafael Trujillo, na República Dominicana.

Movimento de Mulheres  Olga Bernario


A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que uma a cada três mulheres do mundo todo já foi vítima de violência física ou sexual. No Brasil, só no ano de 2021, uma mulher foi vítima de feminicídio a cada sete horas, de acordo com o Fórum de Segurança Pública, sendo o quinto país do mundo em assassinato de mulheres.

Apesar das mentiras contadas por Bolsonaro, durante seu governo houve um aumento 9,1% nos casos de feminicídios e 34,6% nos casos de ameaças. Além disso, uma de suas últimas medidas foi cortar mais de 90% da verba destinada às políticas públicas de enfrentamento da violência contra as mulheres.

Vale ressaltar estes fatos, pois seguidores de Bolsonaro clamam por uma intervenção militar para implementar uma ditadura semelhante a implantada em 1964 no Brasil, em que milhares de mulheres, crianças e trabalhadores foram mortos, torturados e estupradas e semelhante à ditadura de Rafael Trujillo, governo que assassinou brutalmente as irmãs Mirabal, homenageadas neste dia 25 de novembro. Assim, é possível termos uma ideia do que a extrema direita defende para as mulheres: Regimes de repressão que aumentam a violência contra as mulheres!

Neste sentido, a luta das mulheres contra a violência também é a luta contra o fascismo, que apesar de ter sido derrotado nas urnas em vários países da América Latina, como na Argentina, quando Maurício Macri (apoiado por Bolsonaro) foi derrotado por Alberto Fernandez, em 2019; na Bolívia, o golpe militar apoiado por Trump logo foi revertido pela eleição de Luiz Arce, do Movimento ao Socialismo (MAS) e com a derrota do candidato do fascismo, Bolsonaro, que perdeu as eleições para presidência para Lula, no Brasil. Ainda é necessário combatê-lo nas ruas de toda a América Latina. E como nos mostra a história, as mulheres são fundamentais nessa luta, como o exemplo das irmãs Mirabal que lutaram contra o regime fascista e por uma sociedade mais justa. 

“Se me matam, levantarei os braços do túmulo e serei mais forte” – Minerva Mirabal

 

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