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quinta-feira, 18 de abril de 2024

População de Curitiba luta por transporte público gratuito

Luta do povo de Curitiba pela gratuidade do transporte pública levanta debate sobre os monopólios de ônibus. A tarifa zero deve vir acompanhada da luta pela reestatização de todo o transporte público

Redação


BRASIL – A Câmara Municipal de Curitiba aprovou uma comissão especial para discutir sobre a aplicação da tarifa zero nos transportes públicos da cidade. A Tarifa Zero, proposta que busca garantir a gratuidade no transporte público, é um tema que há tempos está no radar das discussões sobre mobilidade urbana e acesso igualitário aos serviços públicos.

Com a criação da Comissão Especial na Câmara de Vereadores da cidade, a luta pela gratuidade avança para a avaliação da viabilidade e impactos dessa medida, considerando seus aspectos econômicos e sociais com o objetivo de oferecer à população curitibana um transporte verdadeiramente adequado, público e de qualidade.

Diversos setores da sociedade têm se manifestado a favor da Tarifa Zero em Curitiba, argumentando que a gratuidade no transporte público poderia melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, aumentar a inclusão social e contribuir para a redução de emissões de gases poluentes. Movimentos sociais têm se manifestado sobre a importância de se garantir o direito à mobilidade de qualidade. Hoje, os curitibanos pagam uma das passagens mais caras do país no valor de R$6,00 com sucessivos aumentos, garantindo lucros milionários aos donos dos transportes públicos.

Por outro lado, setores empresariais dos transportes e políticos têm tentado boicotar a implementação da Tarifa Zero. Recentemente, o sindicato patronal da indústria de transporte de ônibus afirmou que a gratuidade no transporte seria inviável do ponto de vista financeiro, podendo acarretar prejuízos e desequilíbrio no sistema de transporte coletivo.

A Comissão Especial terá a responsabilidade de analisar cuidadosamente essas questões, buscando encontrar soluções que viabilizem o projeto. Além da discussão sobre a Tarifa Zero, Curitiba também se prepara para uma nova licitação do transporte coletivo, prevista para ocorrer em 2025. Essa licitação será de extrema importância para definir as diretrizes e padrões do serviço de transporte público na cidade. 

Enquanto a comissão se dedica a essa análise, é preciso que os movimentos sociais e partidos políticos favoráveis à tarifa zero mobilizem ativamente toda a população usuária do transporte público de Curitiba e região. A participação social é fundamental para garantir a vitória da luta pela gratuidade.

Também é preciso se defender uma reestatização completa do transporte público. Apenas a implementação da tarifa zero não é suficiente. isto porque com gratuidade ou sem, o transporte público continuaria como propriedade dos empresários de ônibus, cujo único interesse é lucrar em detrimento dos usuários e trabalhadores.

Além disso, a estatização do transporte público possibilitaria um planejamento mais estratégico e uma alocação equitativa dos investimentos, garantindo a expansão adequada das redes, a modernização dos veículos e a prestação de serviços com total transparência dos recursos investidos, algo que não ocorre na situação atual sob o controle dos empresários dos ônibus. Com o transporte público estatizado teríamos a capacidade de implementar políticas de mobilidade sustentável e inclusiva, priorizando a qualidade de vida da população e promovendo a redução das desigualdades socioeconômicas e ambientais.

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