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segunda-feira, 22 de julho de 2024

Chapa do Correnteza vence eleição do Diretório Central dos Estudantes da UFRGS

Chapa vitoriosa na UFRGS busca retomar atividades de luta do DCE. Eleição contou com participação expressiva dos estudantes.

Everaldo Oliveira | Porto Alegre


JUVENTUDE – Nos dias 30 e 31 de outubro ocorreu as eleições para o Diretório Central de Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A votação aconteceu de forma presencial e o resultado saiu no dia seguinte, após a contagem dos votos, e consagrou a vitória da Chapa 2 “Ponta de Lança: o DCE precisa existir!” (Correnteza, Juntos!, Alicerce e Ocupe) com 2644 votos (50,60%). A disputa ocorreu contra a Chapa 1  “A UFRGS que a gente quer” (UJS, JPT, JPL, PSB, JS) com 2283 votos (43,69%), e a Chapa 3 “Nosso Futuro Não se Negocia” (MRT) com 308 votos (5,89%). A surpresa desse pleito foi a não participação da atual gestão do DCE, dirigida pela UJC e o Coletivo Indígena. Apesar disso, o Correnteza volta a gestão após 1 ano longe da entidade. 

A campanha ocorreu de forma atípica devido à falta de uma chapa que representasse a atual gestão. Segundo Amanda Benedett, estudante de letras e eleita tesoureira pela chapa 2, “tivemos um grande desafio, pois o DCE foi abandonado nos últimos meses da gestão, porém, não poderíamos reivindicar uma oposição a uma chapa que não disputou o pleito, diferente da chapa 1, que tentou se diferenciar se colocando como oposição e nos atrelando, de forma mentirosa, à situação”. Apesar disso, houve uma grande participação dos estudantes atingindo cerca de 5.283 votos totais. 

A campanha da Chapa 2 pautou a necessidade de um DCE aberto, à serviço dos estudantes, que fosse independente de governos e reitorias, que fosse linha de frente na organização e mobilização do conjunto dos estudantes na luta por direitos. Se colocou como a Chapa antifascista da UFRGS, pois levantou a bandeira pela prisão de Bolsonaro e seus generais fascistas, defendeu a luta pela derrubada da intervenção de Bolsonaro na universidade, e a defesa da paridade.

Também pautou mais investimentos na educação, com a revogação das reformas de Temer e Bolsonaro, exigiu a revogação do Arcabouço Fiscal – principal ponto de divergência entre a chapa 1 que se colocou pró-governo e defendeu na prática a medida. Ao todo foram muitas propostas que contemplaram a necessidade de todos os campi, como a criação de um transporte intercampi gratuito, ampliação das políticas de permanência e assistência estudantil, creche universitária e o fim da matrícula provisória que já expulsou mais de mil cotistas desde que foi implementada em 2018. 

Apesar de toda a campanha de mentiras, a Chapa composta pelo Movimento Correnteza saiu fortalecida e conseguiu mobilizar os estudantes para participarem da eleição com a compreensão das diferenças entre as chapas. “Nosso grande desafio para essa gestão é recolocar esse DCE na trajetória da luta para que ele volte a servir como ferramenta dos estudantes na luta por direitos”, afirma Laura Neumann, estudante de Educação Física e eleita diretora do DCE. 

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