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sexta-feira, 19 de julho de 2024

Ocupação de Mulheres Anatália Melo Alves conquista espaço próprio no RN

Após muitos dias de resistência e luta, as mulheres potiguares conquistam espaço próprio e permanente para salvar a vida das mulheres.

Coordenação Estadual do Movimento de Mulheres Olga Benario RN


MULHERES – A ocupação de mulheres Anatália de Souza Melo Alves, construída pelo movimento de mulheres Olga Benario no estado do Rio Grande do Norte, conquista uma importante vitória para as mulheres potiguares: um espaço próprio de acolhimento e organização.

A ocupação nasceu no dia 25 de novembro de 2023, dia internacional de combate a violência contra a mulher. Desde então, diversas lutas e denúncias foram realizadas para expor a necessidade da ocupação a fim de combater a violência de gênero na cidade.

Através de algumas audiências de negociação com o Governo do Estado, Prefeitura do Município, a União e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, as mulheres conseguiram pressionar para que houvesse a realocação da ocupação para um novo espaço, aonde garanta a continuidade dos atendimentos às mulheres, os cursos de formação e um espaço de referência às vítimas de violência de gênero.

De acordo com a coordenadora da ocupação, Mariana Loise, “Organizamos a luta das mulheres pelo fim do machismo, da violência contra a mulher, pois é uma necessidade que vimos na vida militante. A construção dessa ocupação mostra que as mulheres têm sim capacidade de construir o poder e arrancar suas vitórias.”

Em 2022, 18 milhões de brasileiras relataram ter sofrido algum tipo de violência no país. Ou seja, a cada dia, 50 mil mulheres sofrem dessa violência. A cada minuto, duas mulheres são estupradas no Brasil.  No estado do Rio Grande do Norte, o cenário não é diferente. No ano de 2023, a violência à mulher aumentou em 37%.  

Porém , apesar do grande aumento da violência contra a mulher e havendo recordes de feminicídio no país, as políticas de combate a essa situação não são suficientes. No Brasil, há apenas 460 delegacias da mulher e somente 60 funcionam no horário de 24 horas por dia.

Além disso, há insuficiência na implementação dos projetos políticos de combate à violência de gênero no estado do Rio Grande do Norte. De acordo com  o Tribunal de Contas da União, 50% das leis e normas jurídicas não funcionam na vida prática e cotidianas das mulheres no estado.

Nesse sentido, a ocupação Anatália de Souza surgiu como necessidade histórica das potiguares para lutar contra essa realidade de violência. Se o Estado não tem interesse em combater a violência, as mulheres têm.

Por isso, o movimento de mulheres Olga Benario continua e continuará a organizar a luta das trabalhadoras a fim de que todo tipo de exploração e opressão não seja mais um cenário para as mulheres no Brasil, que é a construção de uma sociedade socialista.

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