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terça-feira, 23 de abril de 2024

Após quase 10 anos, finalmente justiça julga assassinato do jovem Johnatha de Oliveira

Mães de Manguinhos mobilizam manifestação em frente ao TJRJ no próximo dia 5 por justiça para Johnatha de Oliveira Lima. O jovem negro de 19 anos foi assassinado por um PM da UPP de Manguinhos em 2014. Assassino do jovem será julgado pelo júri popular.

Redação RJ


LUTA POPULAR – Nos últimos 7 anos, a região metropolitana do Rio de Janeiro registrou um número de mais de 600 crianças, adolescentes e jovens baleados por armas de fogo. Os dados do Instituto Fogo Cruzado mostram ainda que cerca de 50% destes foram vítimas de disparos das forças de segurança do Estado.

Um desses casos é o de Johnatha de Oliveira Lima, jovem de 19 anos morto por policiais da UPP de Manguinhos com um tiro nas costas em maio de 2014. Johnatha era estudante e servia ao exército no momento de seu assassinato. A morte de Johnatha e de diversos outros jovens do bairro levou as famílias à luta por Memória, Verdade e Justiça, a partir de movimentos como o Mães de Manguinhos. De acordo com a investigação, o autor do disparo que assassinou Johnatha foi o PM Alessandro Marcelino de Souza, que era lotado na UPP de Manguinhos.

Johnatha não foi o primeiro nem o último a ser assassinado em uma ação policial em Manguinhos, favela da Zona Norte da capital fluminense. Todos os anos dezenas de moradores de Manguinhos são mortos em ações policiais. Esta realidade se repete em quase toda favela carioca. Mais de 2 milhões de trabalhadoras e trabalhadores que moram em favelas são submetidos a esta lógica de violência estatal que traumatiza e destrói a vida de milhares de famílias todos os anos.

No dia 05 de março, terá um importante capítulo dessa luta. Às 12h ocorrerá o júri popular a respeito do assassinato de Johnata pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e, às 9:30, está marcada uma manifestação na frente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para cobrar por justiça para Johnatha e tantas outras vítimas da violência policial. 

A luta pela memória e justiça para os jovens assassinados pelo Estado na falsa Guerra às Drogas é uma das mais importantes hoje sendo travadas no Rio. A mobilização do próximo dia 5 está sendo capitaneada pelo movimento das Mães de Manguinhos, que reúne mães de jovens assassinados pelas ações de forças armadas do Estado brasileiro, e tem como uma de sua principais articuladoras Ana Paula de Oliveira, mãe de Johnatha e uma das lideranças do movimento.

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