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sábado, 18 de maio de 2024

MLB inicia jornada contra a fome em 2024

Ato nacional do MLB, em conjunto com o Movimento Olga Benario, também marcou Mês de Luta das Mulheres

Coordenação Nacional do MLB


LUTA POPULAR – O Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) realizou, em conjunto com o Movimento de Mulheres Olga Benario, uma agenda combativa de lutas para marcar o Mês Internacional da Mulher Trabalhadora. No último dia 05 de março, realizou-se a Marcha das Mulheres Contra a Fome, dando início à Jornada de Luta Contra a Fome do MLB em 2024. Sem-teto ocuparam sedes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em 11 estados do país, denunciando a fome e a insegurança alimentar que assolam os lares do povo pobre, principalmente os lares chefiados pelas mulheres trabalhadoras.

A Conab hoje atende comunidades quilombolas, tradicionais e de camponeses. O MLB buscou, através dessas ocupações, abrir o debate com a Companhia para que essa política também se estenda às famílias sem-teto das ocupações urbanas. Fruto da pressão das famílias, foi marcada uma reunião nacional entre o MLB e a superintendência da Conab, em Brasília, para discutir mais profundamente o programa de combate à fome no Brasil.

Elza Maria, da Coordenação Nacional do MLB e moradora do Rio de Janeiro, afirma que apenas as cestas são insuficientes e que essa grande luta contra a fome também precisa se estender para outros itens de feira: “Claro que a cesta básica tira um pouco do sufoco, mas, ainda assim, não temos a segurança de alimentação, porque precisamos de frutas, legumes e as coisas estão muito caras”.

Neste sentido, o MLB na Paraíba deu um bom exemplo para nossa militância. Na capital, o ato foi realizado na Secretaria de Desenvolvimento Social de João Pessoa, e as mulheres do MLB conquistaram 250 cestas básicas, o cadastro no programa “Pão e leite”, no banco de alimentos e o início do diálogo para implementação de cozinhas solidárias nas comunidades e ocupações do Movimento.

Realidade da mulher trabalhadora

Dados do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, de 2022, mostram que seis em cada dez casas chefiadas pelas mulheres sofrem algum nível de insegurança alimentar. Isso porque é a mulher quem precisa dar conta da educação dos filhos, do cuidado com a casa, com a família, e garantir o sustento todos os dias com um salário de miséria e em empregos precários.

“A gente sabe que a maioria das mulheres que mora em comunidades, favelas e vilas estão mais prejudicadas por terem tripla jornada de trabalho ou ainda por não conseguirem trabalhar porque têm que cuidar dos seus filhos por falta de creche e várias outras coisas”, afirma Marta de Lara, coordenadora da Ocupação Anita Garibaldi, em Florianópolis (SC).

Nos últimos anos, vimos toda essa realidade das mulheres trabalhadoras brasileiras, principalmente das mulheres negras, tornando-se ainda mais difícil porque, no sistema capitalista, em tempos de crise, as mulheres trabalhadoras são as primeiras a perderem direitos para continuar garantindo a riqueza nas mãos de poucos capitalistas.

Segundo dados recentes do Ministério Desenvolvimento e Assistência Social, houve uma redução de 30% na insegurança alimentar grave e moderada no Brasil, mas o fato é que nosso país é um dos maiores produtores de alimentos do mundo e, mesmo assim, mais de 20 milhões de brasileiros passam fome diariamente, além de outros milhões que não sabem o que vão comer no dia seguinte.

Isso porque, mesmo tendo conquistado uma vitória nas eleições 2022, derrotando um governo fascista, o atual governo do PT mantém uma política econômica que não contraria os interesses dos ricos. Esses mesmos ricos empresários sonegam milhões em impostos e, com seus representantes dentro do próprio Governo Federal e no Congresso Nacional, desviam milhões de reais dos cofres públicos para suas contas bancários no Brasil e no exterior.

Matéria publicada na edição nº288 do Jornal A Verdade.

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