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domingo, 14 de abril de 2024

Moradores da Baixada Fluminense sofrem com a falta de água na região

Após privatização da CEDAE, moradores da Baixada Fluminense sofrem com más condições de acesso à água e péssimo serviço da empresa Águas do Rio. Bairros de cidades como Duque de Caxias e Belford Roxo ficam dias sem água, e moradores sofrem com cobranças excessivas por parte da empresa privada.

Coordenação Regional do MLB na Baixada Fluminense


Segundo o último censo do IBGE, publicado em 2021, residem na região da Baixada Fluminense cerca de 3,9 milhões de habitantes, o que representa 23% da população do estado do Rio de Janeiro. A região, mesmo possuindo grande número de habitantes, é uma das que mais sofrem com o descaso do poder público.

Para além da falta de segurança – de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança pública, algumas cidades da região estão entre as 50 mais violentas do Brasil, como é o caso de Queimados em 17° e de Belford Roxo em 49°, a região também sofre com o alto valor da passagem, recentemente teve um reajuste de quase 10%, o que não condiz com a qualidade do transporte que é precária.

Como se já não bastasse, com a privatização da CEDAE, a falta de acesso à água vem se tornando um problema ainda mais constante. São dias seguidos em que os moradores ficam sem água em casa, e, quando passam a ter acesso, essa sai suja das torneiras. Essa realidade comprova a falta de tratamento por parte da empresa privada Águas do Rio, que deveria ser a responsável pelo tratamento, mas que não cumpre com o seu dever, como foi denunciado pela Unidade Popular no mês de fevereiro. 

Em alguns bairros de Duque de Caxias, o problema da falta d’água sempre existiu, como relata a professora Ana Carolina, moradora do bairro de Nova Campinas: “Meus pais se tornaram moradores de Nova Campinas em 1984 e só nos primeiros dois anos o acesso a água era constante, após isso, parou de funcionar e até hoje nós ficamos dias sem água. Quando a empresa responsável pela água passou a ser a Águas do Rio, nós pensamos que a situação iria melhorar, mas a verdade é que nada mudou”. 

O depoimento da professora comprova algo que nós sempre denunciamos: o Estado burguês sucateia propositalmente nossas estatais para, assim, usar o argumento de que a privatização irá melhorar a qualidade do serviço, quando na verdade sabemos que o único interesse dos políticos de direita, ligados aos interesses das empresas privadas, é fazer negócios e encherem seus bolsos e não oferecer uma qualidade de vida para a sua população de fato.

Outro depoimento é de Roberto, morador de Belford Roxo, que também relata a piora no acesso à água: “Antes, com a CEDAE, caía água todos os dias à noite mas durante o dia não, mas ao menos em algum período eu tinha acesso à água. Agora que privatizou, eu fico dias seguidos sem água e mesmo assim as contas chegam, e são contas caras”. É um absurdo a empresa cobrar valores exorbitantes e lucrar em cima do povo, ao mesmo tempo que oferece uma água de má qualidade.

Nós da Coordenação do MLB na Baixada Fluminense fazemos essa denúncia e exigimos um basta para tamanho sucateamento. Também nos somamos à luta da Unidade Popular que está coletando assinaturas em formulário junto a população que vem sofrendo por parte da empresa Águas do Rio. 

Fazemos uma convocação a todos a se somarem nessa luta. Venha conhecer um dos núcleos de bairro do MLB para que juntos consigamos intensificar nossa denúncia. Só através da organização popular vamos conseguir mudar nossa realidade e pôr fim a todos aqueles que lucram em cima do nosso sofrimento.

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  1. Sensacional nesse calor dos infernos ficar sem água. Agradeça a Sérgio Cabral, Pezão, Witzel e Cláudio Castro, maiores responsáveis pela privatização da CEDAE.

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