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sábado, 18 de maio de 2024

Ataques de Elon Musk são parte do plano dos fascistas para dar um golpe no Brasil

Desde o início da semana, o bilionário fascista sul-africano Elon Musk, dono do X (antigo Twitter) está realizando uma operação para desestabilizar o Brasil. A ação conta com apoio de partidos e líderes fascistas de todo o mundo. 

Redação 


BRASIL – Desde o início da semana, o bilionário fascista Elon Musk vem realizando uma série de postagem na rede digital X (antigo Twitter) insuflando grupos fascistas a não cumprirem as determinações do ministro Alexandre de Moraes do STF. Moraes é o relator dos inquéritos que investigam a quadrilha criminosa que tentou dar um golpe no país no ano passado. 

Musk, que é dono do X e de várias outras empresas, vêm tentando pressionar o STF para abandonar as investigações. Ele ameaça não cumprir as decisões de Moraes que suspenderam contas de usuários golpistas na rede digital. Esse movimento foi seguido da convocação de uma nova manifestação fascista para o dia 21 de abril, desta vez no Rio de Janeiro. 

As ações do bilionário foram seguidas de manifestações de apoio dos apoiadores do fascista Bolsonaro no Brasil, mas também de outros países, como Espanha e Argentina. Nos EUA, o candidato independente à presidência daquele país Robert Kennedy também se somou ao movimento.

O presidente fascista da Argentina, Javier Millei, também se reuniu com Musk esta semana para se solidarizar com as ações dele e “se colocar a disposição” para ajudar na relação com o Brasil. Outro representante internacional do fascismo que se pronunciou a favor do dono do Twitter foi Israel Katz, ministro do governo sionista de Israel.

Em resposta, o STF determinou uma multa de 100 mil reais por dia por cada conta que for desbloqueada sem autorização da justiça. Neste dia 9, os representantes do Twitter no Brasil pediram ao ministro Moraes para não serem responsabilizados, afirmando que quem dá as cartas na rede digital são as matrizes da empresa na Irlanda e nos EUA. Moraes também colocou o bilionário no rol de investigados no inquérito das milícias digitais, a ideia é investigar o apoio internacional à indústria de fake news que domina as redes digitais no Brasil.

Os interesses de Musk no Brasil

Elon Musk não é apenas dono do Twitter, mas também de outras empresas, como a Tesla (que produz carros elétricos), Starlink (que realiza serviços de internet via satélite) e a SpaceX (de exploração espacial). As duas empresas dependem da exploração de dezenas de milhares de trabalhadores do mundo especialmente no setor da mineração de lítio, mineral essencial na produção de baterias e outros produtos tecnológicos usados nas empresas de Musk.

Apesar de pouco explorado no Brasil, o nosso país contém uma das maiores reservas de lítio do mundo. Este setor tem sua produção principalmente no Chile e na Austrália, no entanto, Musk não consegue ter acesso tranquilo e barato ao mineral devido à concorrência das empresas chinesas que, por exemplo, importam 95% de todo lítio produzido na Austrália, maior produtora mundial.

Com isso, um dos interesses do bilionário é garantir o controle da produção de lítio em países alternativos, como o Brasil ou Bolívia. Não é a toa que Musk afirmou no próprio X que havia apoiado o golpe fascista no país vizinho, em 2019, que depôs Evo Morales e colocou a assassina Jeanine Añez no lugar. Mas os interesses de Musk não param por aí.

Musk quer Bolsonaro de volta para controlar o governo do Brasil

Desde o governo do fascista Bolsonaro, Elon Musk iniciou uma parceria com a Fundação Lehman, do bilionário brasileiro Jorge Paulo Lehman. Em troca de garantir o controle dos serviços de internet nas escolas públicas, Lehman defenderia a contratação dos serviços da Starlink para as escolas no interior, principalmente na Amazônia.

A parceria entre os dois bilionários avançou quando o MEC, do Ministro Camilo Santana (PT), publicou uma portaria que indicava um edital para a prestação do serviço de internet nas escolas onde as regras, na prática, dariam o serviço para a Starlink. No entanto, a pressão de educadores e sindicatos da educação fez com que o MEC revogasse a portaria. 

Os interesses de Musk envolvendo a Starlink alcançam também o garimpo ilegal. Em março de 2023, foram encontradas ao menos duas antenas da Starlink junto com um grupo de garimpeiros ilegais na Terra Indígena Yanomami. Desde então em ao menos 20 operações do IBAMA foram encontrados aparelhos da Starlink em áreas de garimpo ilegal.

A empresa de internet de Elon Musk tem ampliado a cobertura no território amazônico e, com isso, se torna a favorita dos garimpeiros e assassinos dos povos indígenas, pois favorece a comunicação e dificulta o rastreio, dado que o provedor de internet não se encontra no território brasileiro. Além disso, ninguém no mundo, além do próprio bilionário, tem o controle dos dados transmitidos pela Starlink. 

Movimento do bilionário é a continuidade da quadrilha golpista

Mesmo com todo o discurso de pacificação defendido pelo atual governo e setores da imprensa, as ações recentes de Elon Musk mostram que a organização internacional do fascismo se aprofundou. As ameaças do bilionário ao Brasil tem como objetivo emparedar o Estado e o governo e fortalecer o controle das multinacionais estrangeiras sobre nossa economia.

Na prática, é como se não valesse para ele e seus amigos fascistas a lei brasileira. Isso tudo, somado às tentativas do fascismo de Bolsonaro em retomar as ações de rua.

Isso tudo mostra que apenas com a mobilização popular antifascista e a prisão de Bolsonaro e seus comparsas poderemos virar definitivamente este jogo. Não é mais hora para a política de apaziguamento e conciliação com os fascistas. O enfrentamento ao fascista Musk e sua tentativa de intervir no nosso país é também necessário para derrotar Bolsonaro e seus aliados.

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