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quinta-feira, 18 de julho de 2024

Lucros dos bancos: um abismo entre riqueza e desigualdade no Brasil

Em 2023, os bancos brasileiros ostentaram lucros exorbitantes. Enquanto isso, a desigualdade social no Brasil segue em níveis alarmantes.

Warley Costa*


Em 2023, os bancos brasileiros ostentaram lucros exorbitantes, enquanto a população se afogava em uma desigualdade social cada vez mais profunda. Essa discrepância gritante levanta questionamentos urgentes sobre o papel do sistema financeiro no país e a necessidade de medidas para garantir um futuro mais justo para todos.

Os cinco maiores bancos do Brasil registraram um lucro líquido de R$ 107,5 bilhões em 2023, um aumento de 1,9% em relação ao ano anterior. O Itaú Unibanco, por exemplo, viu seus lucros saltarem 15,7%, alcançando R$ 35,6 bilhões. Já o Bradesco e o Santander, apesar de apresentarem quedas em seus lucros, ainda assim contabilizaram valores expressivos: R$ 16,3 bilhões e R$ 9,4 bilhões, respectivamente. 

Já no primeiro trimestre de 2024, os lucros dos mesmos bancos somaram R$ 28,4 bilhões, um aumento de 14,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Itaú Unibanco novamente se destacou, com lucro de R$ 9,8 bilhões, seguido pelo Santander, com R$ 3,0 bilhões.

Enquanto isso, a desigualdade social no Brasil segue em níveis alarmantes. Segundo o IBGE, os 1% mais ricos da população concentram 40,2% da renda nacional, enquanto os 50% mais pobres detêm apenas 12,5%. Essa disparidade se reflete no acesso a serviços básicos como educação, saúde e moradia, perpetuando um ciclo de exclusão e pobreza.

Mesmo o Brasil fechando o ano de 2023 como a nona economia do mundo, dados do IBGE indicam que, no mesmo ano, 64 de milhões de brasileiros viveram em insegurança alimentar, ou seja, sem uma alimentação mínima necessária.

Para Nilmara Ivone, de 28 anos, mãe solo de três filhos, coordenadora do MLB e moradora da Ocupação Carolina Maria de Jesus, em Belo Horizonte, “com as lutas do Natal Sem Fome, conseguimos garantir cesta básica todos os meses e entrega de verduras toda semana para moradores das ocupações. Com isso, eu só preciso complementar óleo, feijão, carne e outras coisas. Só com o auxílio do bolsa família, iria passar necessidade. Estou desempregada há muito tempo. Na verdade, nunca trabalhei de carteira assinada, sempre de bico e que nem sempre pagam bem. Se não fosse essa luta, acho que não teria comida em casa”.

*Trabalhador do Ramo Financeiro

Matéria publicada na edição nº 293 do Jornal A Verdade

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